Crise no Botafogo
Em meio à crise do clube carioca, com pressão para sua privatização, torcedores acusam que jogadores foram mantidos no time titular apenas por pressão dos seus empresários.
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Jogador botafoguense corre atrás da bola em mais uma derrota do time. | Foto: Alexandre Vidal/ Flamengo/ Fotos Públicas.

Badalado no começo do ano, o Botafogo emendou seis derrotas seguidas no Brasileirão e está na zona do rebaixamento na véspera do jogo desse sábado contra o Internacional. Se perder, completa a segunda série de dez derrotas seguidas na competição.

A Estrela Solitária ganhou destaque na mídia burguesa ao contratar dois jogadores estrangeiros (e veteranos) no primeiro semestre. O japonês Keisuke Honda e o marfinense Salomon Kalou, ambos acima dos 30 anos de idade, foram festejados como super reforços do tradicional clube carioca. Por trás das contratações, o mesmo empresário. Marco Leite tentou trazer ainda outro veterano, o também marfinense Yaya Touré, mas a negociação não deu certo.

Parte da crise atual do Botafogo guarda estreita relação com os mandos e desmandos dos empresários no clube. A interferência dos capitalistas nas escalações dos times é um problema já recorrente e atinge até as seleções nacionais.

Torcedores botafoguenses têm denunciado que alguns jogadores com péssimas atuações dentro de campo foram escalados repetidamente ao longo do ano por pressão dos seus empresários. Em final de contrato, alguns deles podem ficar de fora agora pela intensa cobrança da torcida. É o caso, por exemplo, do lateral Marcinho, que se diz perseguido pela torcida.

O que mais aflige os torcedores é apatia dos jogadores num momento tão importante para o clube. A situação calamitosa do Fogão ocorre em meio ao projeto de transformação do clube em Botafogo S/A. No entanto, a grave crise econômica mundial atrapalhou os planos dos cartolas alvinegros. Se os clubes já sofrem enorme pressão econômica dos empresários de jogadores e patrocinadores no formato atual, imaginem quando as cartas estiverem todas nas mãos dos capitalistas.

Como conhecemos bem aqui no Brasil, uma das estratégias muitos comuns nas privatizações é o sucateamento de empresas e nesse caso, de um clube de futebol. Endividamento milionário, troca constante de treinadores e uma propaganda poderosa na mídia burguesa. Esses ingredientes contribuíram muito para o péssimo desempenho do clube em 2020. Com o time quase na lanterna do campeonato de futebol mais competitivo do mundo fica mais fácil convencer que a venda do clube é uma solução.

Ao seu favor, o Botafogo tem apenas os próprios torcedores, que precisam olhar para o que tem ocorrido com os outros clubes brasileiros privatizados e defender a história da Estrela Solitária. Quem consegue esquecer do crime cometido contra o Bragantino, que teve seu tradicional escudo desfigurado pela multinacional de bebidas Red Bull? E quando os capitalistas desistirem do clube e simplesmente o abandonarem, o que será do Botafogo?

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