Toffoli assume Presidência, mas quem manda é o general Azevedo

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Da redação – O Presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, assumiu interinamente neste domingo (23) a Presidência da República no lugar do golpista Michel Temer, por conta da viagem deste a Nova York, para discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU, o que tradicionalmente é feito pelo chefe do Executivo do Brasil.

O presidente do Senado, Eunício de Oliveira (MDB-CE) e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também tiveram que viajar para fora do País para não correr o risco de ficarem inelegíveis. Ambos escolheram a Argentina como destino para o exterior.

É a primeira vez que Toffoli, recém empossado na Presidência do STF, assume a cadeira no Palácio do Planalto. Ao tomar interinamente a Presidência da República, Toffoli será obrigado a levar consigo também seu inusitado assessor, o General de Exército Fernando Azevedo e Silva, colocado pelas Forças Armadas na Presidência do STF para garantir que Toffoli não pise fora da linha, pondo em pauta temas sensíveis para os golpistas, como, por exemplo, a questão da inconstitucionalidade da prisão antes do trânsito em julgado, o que poderia beneficiar o ex-presidente Lula.

Na prática, Azevedo serve de cão de guarda dos golpistas. Mais, ele assume de facto a presidência da República, uma vez que Toffoli, na verdade, com o general no seu cangote, não passa de um fantoche dos militares, que estão se apoderando cada dia mais do controle das instituições golpistas, fazendo um “intensivão” e preparando uma possível intervenção militar para controlar diretamente o regime político, caso seja necessário.