Toffoli adia pauta do STF para manter Lula preso: só a mobilização dos trabalhadores pode soltar o ex-presidente

Estava previsto para o próximo dia 10 de abril o julgamento de ações sobre prisões após condenação em 2ª instância, que poderia, a depender do resultado e desdobramentos posteriores, colocar o ex-presidente Lula em liberdade, já que em seu caso prevalece o entendimento da possibilidade da prisão já em 2ª instância.

A Ordem dos Advogados do Brasil solicitou o adiamento do julgamento e Toffoli, marionete dos militares dentro do Supremo Tribunal Federal, acatou a decisão para adiar o julgamento das ações que debatem a prisão após condenação de 2ª instância.

A OAB era contra a prisão em caso de condenação em 2ª instância, mas o novo conselho da Ordem alegou que precisa se inteirar do processo para poder atuar. É possível que revisem seu próprio entendimento sobre a questão.

De 2016 até então, o plenário do Supremo já decidiu em três ocasiões diferentes, para manter os interesses da operação golpista Lava Jato, que é possível a prisão após a condenação em segunda instância.

O pedido da OAB serviu como pretexto para Toffoli adiar o julgamento das ações que interferem diretamente no caso Lula. Toffoli é refém das Forças Armadas, que desde sua posse, “indicou” generais para “assessorar” o presidente do STF (atualmente, o general Ajax). Os militares enquadraram o presidente do Supremo. O STF funciona sob tutela dos militares.

Uma possível decisão favorável no dia 10 poderia servir para soltar Lula. E solto, Lula tende a impulsionar a crescente polarização social no Brasil, já que ele é a principal liderança do pólo oposto ao governo da direita, que é extremamente impopular.

Do ponto de vista da direita golpista e do imperialismo, ele tem que ser mantido preso, por isso essa guerra no STF, que pretende deixar na prisão o ex-presidente. E são esses setores que controlam as instituições do Estado e dominam o Judiciário.

Diante disso, só uma mobilização popular pode obrigar o regime golpista a soltar Lula, preso político que completará um ano sequestrado pelo golpe no dia 7 de abril.

Neste domingo, é preciso comparecer e engrossar os atos que acontecerão em todo o país pela liberdade de Lula.

Fora Bolsonaro e todos os golpistas. Liberdade para Lula e todos os presos políticos.