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No dia 1 de janeiro, está previsto que o fascista Jair Bolsonaro empossado como novo presidente do Brasil. Apoiado pela burguesia internacional e pelas oligarquias brasileiras, Bolsonaro é o escolhido da direita para comandar a próxima etapa do golpe de Estado em que o país está inserido.

A vitória de Bolsonaro nas eleições presidenciais foi o resultado de uma escancarada fraude. O maior líder popular do país, o ex-presidente Lula, foi preso em um processo completamente ilegal e teve sua candidatura cassada em um dos atos mais arbitrários da história do Brasil. O juiz Sérgio Moro, que comandou a perseguição a Lula, será o ministro da Justiça no governo Bolsonaro.

Embora a burguesia tenha conseguido um resultado eleitoral favorável, é visível que eles já encontram dificuldades para criar as condições necessárias para colocar em prática todos os ataques planejados contra a população. Se houver uma reação dos trabalhadores contra o golpe, a direita poderá ser forçada a recuar, como acontece na França.

Por isso, é preciso mobilizar os trabalhadores pela liberdade de Lula e pela derrubada dos golpistas. É preciso contrapor as investidas da direita com um gigantesco movimento de massas, uma  mobilização revolucionária, capaz de levar a luta contra o golpe até as últimas consequências.

Nesta segunda, dia 10, haverá um ato internacional pela liberdade de Lula. O ato ocorrerá no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Foi nesse Sindicato que milhares de pessoas resistiram por mais de 48 horas à ordem de prisão dada por Sérgio Moro. A imensa maioria era claramente contra que Lula se entregasse, o que só ocorreu pela pressão de setores da direita do PT que, inclusive, tentaram iludir os manifestantes que se entregar era o melhor para que Lula ficasse livre mais rapidamente (por incrível que pareça!)

O ato vem em um momento decisivo da luta contra o golpe. Lula escreveu uma carta aberta ao Diretório Nacional do PT em que deixa claro: Bolsonaro só ganhou as eleições por causa da fraude eleitoral, Sérgio Moro é um funcionário dos Estados Unidos e a única forma de derrotar Bolsonaro e conquistar sua liberdade é com o povo na rua.

Lula tem razão. Os franceses mostram que é nas ruas que se derrota a direita.

A experiência no Brasil, mostra que o golpe não pode ser derrotado sem a mobilização popular. A liberdade de Lula não virá de  ações judiciais ou parlamentares mas somente através da mobilização, nas ruas.

Por isso, nessa segunda, todos aos atos convocados no ABC, e em outras localidades, pela liberdade de Lula.

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