Todos a Curitiba! Liberdade para Lula!

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A prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva no último dia 7 intensificou no País a imensa crise política, em nova etapa do golpe de Estado iniciado com o impeachment fraudulento da presidenta Dilma Rousseff.

Ao mesmo tempo, a mobilização contra sua prisão, com milhares de pessoas reunidas em torno do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e uma expressiva presença de operários da categoria e de explorados dos mais diversos setores, muitos deles se opondo à orientação dada pelo PT e pelo próprio Lula de se entregar para a prisão, junto com as manifestações em todo o País contra esta arbitrariedade mostram uma crescente tendência de luta, de sair às ruas contra os golpistas, de enfrentar e não aceitar o aprofundamento do regime golpista com a prisão de Lula e a cassação de seus direitos políticos (e de todo o povo brasileiro).

O mais popular líder dos explorados do País e que a imensa maioria quer ver, novamente, na presidência da República é um preso político, e isso cria condições para uma mobilização de envergadura muito superior à que se realizou até hoje na luta contra o golpe.

Para a esmagadora maioria do País fica cada dia mais claro o caráter arbitrário e persecutório do regime golpista imposto para atender aos interesses do grande capital estrangeiro e “nacional” às custa de um brutal ataque às condições de vida da maioria do povo brasileiro. A prisão de Lula é parte dessa ofensiva e visa impor melhores condições para uma derrota cabal da classe trabalhadora.

Para prender Lula, a direita golpista violou a própria Constituição , deixando evidente que é uma ilusão sem qualquer base na realidade, a idéia de que a ofensiva contra Lula e contra o povo brasileiro possa ser deita por meio do judiciário e das demais instituições do regime golpista.

A própria burguesia inaugurou o estado do arbítrio, chegou a hora de mostrar que a classe operária, o povo em geral, tem muito mais força que a burguesia. Chegou a hora de lutar. Usar a força da mobilização operária e popular para enfrentar, pelos meios que forem necessários, a reação, o pisoteamento da Lei pela pela burguesia golpista.

E quem luta pela liberdade de Lula, luta pelo restabelecimento de um Estado minimamente democrático, pela liberdade que o povo brasileiro tem de escolher livremente seu próprio governante, pelo encerramento do ciclo golpista, pela defesa do Brasil frente ao imperialismo norte-americano, em resumo, luta pela própria sobrevivência.

É hora de sair às ruas em todo o País.

O acampamento em Curitiba, em torno da Polícia Federal, que cresce a cada dia com a chegada de caravanas de todo o País, pode ser um ponto de apoio fundamental para esta mobilização.

A exemplo do ABC, deve buscar mobilizar os setores explorados e, principalmente, a classe operária para ações de rua, paralisações e todo tipo de iniciativa que intensifique o enfrentamento com a direita reacionária, deixando claro que não vai haver tréguas enquanto Lula não for colocado em liberdade, juntamente com os demais presos políticos do regime golpista.

Curitiba deve ser um centro impulsionador da mobilização em todo o País, em torno e grandes atos, como no próximo dia 17 de abril, dia do segundo aniversário do nefasto impeachment, convocado como dia nacional de lula pela libertação de Lula.