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Os trabalhadores da Mercedes-Benz, fábrica de São Bernardo do Campo, em assembleia nesta terça-feira (22), decidiram pela manutenção da greve que paralisa a fábrica desde o dia 14. A empresa, que se mantém intransigente em relação às reivindicações dos trabalhadores, decidiu acionar a Justiça, ou seja, o Estado capitalista controlado pelos golpistas, contra os operários, e a resposta destes foi: braços cruzados, máquinas paradas.

A greve diz respeito às reivindicações vitais dos trabalhadores, como reajuste incorporado ao salarial, mudança no cálculo da participação nos lucros ou resultados (PLR) e manutenção das cláusulas sociais previstas em acordo anterior, como estabilidade.

Se apoiando na destruição da legislação trabalhista promovida pelo governo golpista, a empresa se nega a atender as reivindicações elementares dos trabalhadores para poder passar a uma ofensiva contra os seus direitos trabalhistas. Acionar a Justiça, que já deu provas suficientes de que serve os capitalistas nacionais e estrangeiros contra os trabalhadores, é colocar o regime golpista, em particular o aparato de repressão, contra os 8 mil operários em greve da montadora.

Querem agora que o Estado capitalista, dominado pelos golpistas a serviço do imperialismo, venha, por meio do Judiciário, ao seu socorro. O direito de greve é um dos direitos mais fundamentais para uma sociedade minimamente democrática, suprimi-lo, como quer  a empresa, é transformar a sociedade em uma ditadura de fato.

Nesse sentido, a greve mostra que há uma tendência de um setor fundamental da classe operária de levantar-se em defesa de seus direitos, que estão sendo destruídos pelos golpista, bem como que os operários e todos os setores oprimidos para terem seus direitos políticos, sociais e econômicos preservados inevitavelmente terão de levar a adiante uma dura luta política, ou seja contra o Estado e o regime golpista que estão a serviço dos patrões e dos capitalistas. Todo apoio a greve dos trabalhadores da Mercedes, abaixo a intervenção judicial.

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