O ”imparcial” judiciário
Manobras do incorruptíveis juízes gaúchos paralisam o processo contra o playboy tucano candidato a reeleição
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Nelson Marchezan Júnior (PSDB), prefeito de Porto Alegre
Marchezan, um nazista nutella | Foto: Reprodução

Há quem acredita que o judiciário é neutro. Assim como existem pessoas que ainda acreditam em Coelhinho da páscoa e Papai Noel, crianças em sua maioria, ilusões como a imparcialidade deste setor permanecem uma pedra no sapato da esquerda brasileira.

Por exemplo, a última decisão do desembargador Alexandre Mussoi Moreira, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) que determinou no último dia 30 a suspensão da decisão que anulou a sessão da Câmara de Vereadores de Porto Alegre que recebeu a denúncia de impeachment contra o prefeito golpista Nelson Marchezan Júnior (PSDB).

O tucano foi defendido por juízes

Na segunda-feira (28), o juiz Cristiano Vilhalba Flores, da 3ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Porto Alegre, havia decidido pelo nulidade da sessão sob a alegação de que o processo continha vícios, “com claro e evidente propósito, em desvio de finalidade, de retirá-lo da disputa eleitoral deste ano”.

Um dos ”vícios” seria o fato de que a Câmara de Vereadores deveria ter analisados projeto que tramitavam em regime de urgência antes de votar a abertura do processo de impeachment.

É bom destacar a diferença de tratamento quando se trata de políticos de outros partidos por parte do judiciário, tal como qualquer um do PSDB, MDB, DEM, em comparação com políticos de esquerda, principalmente do PT. É uma diferença brutal.

Lula e Marchezan: quem teve os direitos respeitados?

Não precisamos nos estender muito nos exemplos, apenas vamos nos lembrar do caso mais conhecido, a candidato de Luis Inácio Lula da Silva, o primeiro colocado nas pesquisas eleitorais em 2018, foi barrada por este mesmíssimo sistema judiciário imparcial que a imprensa burguesa e a esquerda bem pensante tanto confiam. Lula não recebeu o mesmo benefício da dúvida de Marchezan.

Nota-se isso, pois o desembargador Mussoi considerou que a suspensão se justificaria em caso de dano irreparável. “Vislumbra-se que o indeferimento da atribuição de efeito suspensivo à sentença acarretará prejuízo irreparável, em razão da suspensão do processo de impeachment instaurado, e a impossibilidade de sua conclusão no prazo de 90 dias. Como visto, no caso dos autos, presente risco de dano grave ou de difícil reparação (art. 1.012, §4º do CPC/15), razão pela qual, defere-se o pedido”, disse o juíz amigo do PSDB em sua decisão.

É preciso acabar com as ilusões no judiciário golpista

No final das contas , qualquer crença de mudança da correlação de forças no jogo político via sistema judiciário é uma grande ilusão que deve ser combatida com bastante veemencia.

Muito pelo contrário o poder judiciário no geral tem servido de peça-chave para a concretização dos golpes de Estado ao redor do mundo a partir de articulações estratégicas do imperialismo, na intenção de controlar a política de diversos países economicamente interessantes.

No Brasil, isso fica claro com a operação lava-jato e com a prisão de Lula, fatos estes que levaram Bolsonaro e sua trupe entreguista ao poder, da qual Marchezan é favorável, pois é um fascista da mesma linha, só uma mais ”engomadinha”.

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