“Tirem as mãos do nosso hemisfério, ou a Venezuela pagará o preço”: senador dos EUA ameaça Rússia e revela plano intervencionista
hands off venezuela 2
“Tirem as mãos do nosso hemisfério, ou a Venezuela pagará o preço”: senador dos EUA ameaça Rússia e revela plano intervencionista
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Falando a jornalistas na última terça-feira acerca da crise venezuelana o senador norte-americano pelo Partido Republicano e presidente do comitê das forças armadas, Jim Inhofe disse que: “há um sujeito lá que está matando todo mundo. É possível que ele construa uma base para a Rússia no nosso hemisfério. E se essas coisas acontecem talvez seja hora de nós intervirmos com nossas tropas e darmos uma resposta”. Acrescentou ainda que se a Rússia avançar sobre algum recanto dos Estados Unidos: “temos que fazer o que for necessário para impedi-la”. O senador também aventou a hipótese de que o Presidente Donald Trump poderia iniciar uma ação bélica contra a Venezuela sem autorização do congresso. Na segunda-feira o diplomata russo Alexander Shchetinin havia declarado que a Venezuela não havia solicitado ajuda militar ao seu país.

Apesar de que no Brasil isso não seja muito divulgado o congresso dos Estados Unidos não é muito diferente do congresso brasileiro. A diferença está apenas em que lá os interesses envolvidos são de magnitude muito superior. O povo não reconhece os congressistas como seus representantes, eles são corruptos até a medula, defendem os interesses das grandes corporações, são incultos e ignorantes e dados a fanfarrices. Desse modo as palavras do senador pelo estado de Oklahoma embora coincidam com a posição oficial do governo e estejam no campo psicológico da ofensiva contra a Venezuela elas importam também por serem parte de um pensamento geral existente no establishment estadunidense, mesmo em setores os quais se costuma denominar progressistas, que a América Latina é nada mais que um prolongamento do seu território, um gigantesco plantation que lhes cabe explorar por direito divino. Esta tem sido a prática desde 1846 quando os Estados Unidos invadiram o México e tomaram mais da metade de seu território.

O desenvolvimento da crise nas relações da Venezuela com os Estados Unidos terá fortes implicações em toda a América Latina. A transformação do Brasil num satélite norte-americano colocou a Venezuela como último bastião de resistência ao imperialismo na América do Sul. Tendo em vista que este, aliado com as oligarquias esclerosadas da região, são os responsáveis pela ausência aguda de desenvolvimento social, econômico e intelectual no continente é imprescindível que todos aqueles que almejam serem cidadãos de uma sociedade próspera e justa, não simples habitantes de um entreposto colonial, apoiem a luta de resistência do povo venezuelano.