Renda Cidadã
Capitalistas exigem que Bolsonaro tire dos pobres para dar aos miseráveis, protegendo seus lucros enquanto povo fica cada vez mais miserável.

Por: Redação do Diário Causa Operária

De olho na continuidade do golpe de estado, Jair Bolsonaro (ex-PSL) e sua equipe econômica atiram para todos os lados para obterem recursos para pagar o Renda Cidadã, programa que deverá substituir o Bolsa Família, criado por Lula e assim angariar votos e apoio para a reeleição em 2022.

No entanto, para fazer propaganda de toda a sua miserável demagogia com o povo que se encontra abaixo da linha da miséria terá de expropriar ainda mais os trabalhadores. As medidas até agora vazadas para a imprensa só afetam o bolso do trabalhador e da trabalhadora pobres. Essa será a política imposta por Paulo Guedes e os grandes capitalistas que mandam no governo Bolsonaro. Os capitalistas frente a profunda crise econômica negam qualquer possibilidade de que o Renda Cidadã mexa em um centavo sequer dos empresários.

Dentre as medidas o governo fascista anunciou que reduziria a faixa salarial do abono salarial, pago todos os anos a trabalhadores que ganham até dois salários mínimos (R$ 2.090,00), concedendo o mesmo apenas para quem ganha até R$ 1.463,00. Mas já estudam a piora desse abuso querendo impor que apenas recebam a miséria àqueles que mais tempo de registro em carteira tiverem, para isso, o governo quer elevar essa carência a um período mínimo de seis meses, o que significa deixar de destinar cerca R$ 12 bilhões de reais ao abono salarial.

Os cortes atingirão também os idosos pobres, pois o governo estuda limitar o Benefício de Prestação Continuada (BPC) a idosos cuja renda familiar é de até R$ 280,00 por pessoa e sobre proibir acúmulo de benefícios para quem recebe o Bolsa Família, assim a miséria aumentará para a população mais velha. Com essas duas medidas, o roubo seria de aproximadamente R$ 8,2 bilhões.

Outra medida que favorecerá o aumento do desemprego e fará o trabalhador ficar órfão de cuidados com a saúde foi tomada pelo governo Bolsonaro que quer transferir a responsabilidade pelo pagamento do auxílio-doença ao empregador, que por sua vez abateria o valor da contribuição paga ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Outros ataques para garantir o “Renda Cidadã” serão a retirada de benefícios dos servidores públicos que já estão com seus salários congelados e a regulamentação do teto remuneratório para servidores (com economia de R$ 2,2 bilhões). Para os trabalhadores da área privada a intenção golpista é liberar recursos do FGTS em parcelas antes de o trabalhador demitido acessar o seguro-desemprego (impacto de R$ 3,1 bilhões) e revisão no seguro-defeso gerando uma economia de R$ 1,5 bilhão, assim como as outras economias já citadas serão revertidas para os capitalistas.

Esses e outros ataques estão sendo deixados para logo após as eleições municipais, pois a chamada classe média baixa será imediatamente afetada.

A cada dia que se passa a barbárie se aprofunda e mais visível é a necessidade de pôr nas ruas uma luta incessante pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas, eleições gerais com Lula candidato, no caminho da perspectiva que os ricos paguem pela crise, entre outros com as taxações sobre grandes fortunas.

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