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O programa Tição dessa segunda-feira, dia 12, entrevistou Nelson Triunfo, patrono do Hip Hop e Black Music brasileiros.

Assista na íntegra aqui:

Na edição, Nelson conta sua experiência de coordenar um grande evento negro na época do governo militar no Brasil. Além disso, demonstra, com inumeros exemplos as origens do Soul, do Reggae Music e do Hip Hop na música tradicional brasileira (como na levada do xote, dentre outros).

É bem interessante seu relato sobre os movimentos do Hip Hop na esquina da 24 de Maio, em São Paulo. Ele conta que no período do inicio dos anos 80, eles reuniam multidões na antiga Mesbla, onde dançavam e rimavam sobre papelões de geladeira, que deixava o chão mais confortável para os passos da dança. Nessas ocasiões, a prisão de todos os integrantes era recorrente. Ai, enchiam um enorme caminhão e levavam todos para o “Bixiga”. O delegado de lá já conhecia Nelson, e lhe perguntava “você por aqui de novo”, como se “estivesse a passeio”.

Em 85, Nelson abandonou as atividades devido a estafa que isso lhe havia causado. Ai foi o fim do movimento na 24 de Maio, e inicio na estação São Bento. Ai foi um novo tempo para o movimento, que se encontrava todo o dia.

Em 78, Nelson liderava o movimento do MMU. E sua presença mais experiente, foi importante. Influenciou o movimento Soul brasileiro, o inicio do Funk do Rio de Janeiro e o uso do cabelo black pawer.

Ele cita também a importância do movimento hip hop como ação política dos negros. O hip hop, por exemplo, foi originário pelos “filhos” dos Black Panters dos EUA.

Nelson dizia-se militante dos negros de tempo integral, só de ter um cabelo “Black”, acabava levando o movimento a conhecimento de quem não estava em contato com as ações da música black.  Cita, por exemplo, a influencia que o cabelo “black” teve no direcionamento de uma situação especifica como  uma entrevista de emprego.

Para finalizar, denuncia o enorme corte de gastos da cultura feita pelo governo golpista. “Essa foi a minha pior queda em todos os ‘altos e baixos’ que já tive”. Além disso, voltaram a enfrentar a repressão policial, coisa que viveram na época da ditadura.

Nelson diz ainda:

“Hoje, não vejo mais uma identificação na esquerda brasileira. Ela tem ficado em cima do muro. Não há como ficar em cima do muro, ser apartidário. Todos são partidários. Essa confusão acaba sendo apenas sentida pelo povo pobre negro, como o impedimento da ação social da Dilma devido à ocupação com as denúncias a que era submetida.”

No movimento hip hop, apenas aqueles que não batem de frente com o sistema aparecem na imprensa. “Nós, que tocamos na ferida”, não aparecemos.

Assista toda segunda feira, às 19 horas o programa Tição – programa de preto, na COTV.

 

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