Entrevista
Conheça o candidato do Partido da Causa Operária à Prefeitura da capital do Mato Grosso do Sul
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Thiago Assad, militante do PCO | Foto: Arquivo pessoal

Entrevistamos o candidato à prefeitura de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul (MS) pelo Partido da Causa Operária (PCO), Thiago Assad, que tem como vice o companheiro Carlos Martins Júnior.

Thiago Assad, tem 35 anos é estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), natural de Campo Grande.

Diário Causa Operária: Por que ser candidato pelo Partido da Causa Operário nas eleições Municipais?

Thiago Assad: As eleições são um momento em que a população está prestando mais atenção ao processo politico, e constitui uma frente de intervenção muito importante. Por isso é necessário a gente ocupar esse espaço, não com a perspectiva tradicional dada pela burguesia e seguida pela esquerda pequeno burguesa, mas com um posicionamento operário mesmo. Não com uma campanha por cargos, mas uma campanha politica concreta contra o golpe e a burguesia.

DCO: Qual é o principal tema da campanha politica do PCO nas eleições?

Thiago Assad: Eu destacaria dois temas principais, primeiro a campanha pelo fora Bolsonaro, que é o eixo que une toda esquerda progressista no Brasil e, segundo, a frente unica que nós estamos defendendo em torno da candidatura do ex-presidente Lula em 2022. São dois aspectos fundamental da luta politica que estamos desenvolvendo e querendo impulsionar junto as massas, e é o que diferencia o PCO da esquerda tradicional.

DCO: As eleições estão se encaminhando para ser uma fraude completa, ainda maior do que as últimas eleições municipais em 2016, onde a direita ganhou o maior numero de prefeituras e o PT teve o seu maior retrocesso. Em 2020 é  possível eleger candidatos de esquerda, qual é o papel da esquerda nas eleições, no caso do PCO?

Thiago Assad: O normal com o aprofundamento do golpe de estado, seria que a esquerda se colocasse na denuncia que é essa mais uma fraude e que será ainda mais intensa esse ano. Todos os prognósticos apontam para a esquerda sofrer uma derrota mais expressiva do que foram nas eleições anteriores, isso coloca de maneira mais clara a necessidade de uma politização das massas. Ao invés de uma perspectiva tradicional de administrar a crise em favor da burguesia, a gente, candidatos do PCO, devemos se colocar de fato numa plataforma concreta de luta politica e não nessa demagogia eleitoral, que a população está cansada de escutar e isso tende a se reproduzir mais uma vez, de uma maneira mais pautada pela direta é o que esta posto agora. Enquanto a direita está cada vez mais forte a esquerda está sucumbindo. Por isso a necessidade de uma campanha própria independente voltada para os interesses da classe operária.

DCO: O partido luta contra o golpe desde 2013 e 2014. Quando o companheiro começou a acompanhar essa trajetória de perto? Quando ingressou no Partido da Causa Operária?

Thiago Assad: Eu comecei acompanhar na época do golpe mesmo. Eu entendi que as posições que o partido defendia e que comecei acompanhar pelas “Análise Politica da Semana”. Diante das falas do companheiro Rui Costa Pimenta, e da imprensa do partido, as situações politicas iam se encaminhando para aquilo que estava sendo apontando, em relação a correlação de forças da direita e da esquerda, e que a direita tinha dado uma guinada enquanto a esquerda pequeno burguesa demonstrava sua completa fraqueza diante desse processo golpista todo. Ao mesmo tempo o PCO aparecia como a unica voz efetivamente que estava chamando as pessoas a se mobilizarem e agirem contra o golpe que estava em andamento. Eu era ligado ao PT na época, mas com o aprofundamento do golpe eu vi que não tinha como, e que o PT não constituía uma plataforma de luta real, então eu resolvi mudar e vim para o PCO para construir a luta e não ficar à parte.

DCO: As candidaturas foram oficializadas ontem, e os candidatos do partido já passaram a ser assediados pela imprensa burguesa e oligárquica das mais diversas regiões. Nesse sentido nossos candidatos a imprensa noticia por conta da legislação, mas trata sempre ou com desdem ou distorcendo totalmente as falas, colocando fotos estranhas, recortando palavras, buscando despolitizar o programa do partido para essas eleições. Você já foi procurado aí pela imprensa local, como vê essa questão da campanha em relação a imprensa burguesa e a imprensa do nosso partido? 

Thiago Assad: Aqui já começaram os assédios, as ligações as mensagens, e etc. Eu ainda não vi as matérias que saíram, mas vou acompanhar melhor. Eu sei que a filiada da TV Globo, a TV Morena, aqui na cidade de maneira surpreendente exibiram o vídeo onde eu faço a denuncia da politica genocida do governo Bolsonaro. Mas as entrevistas são rápidas, eu observei essa questão da limitação aqui, como nossa politica é oposta à da burguesia e da sua imprensa, a mesma insiste em questões demagógicas e meramente administrativas, como se a gente tivesse interesse em gerenciar a cidade para burguesia e pequena burguesia. São totalmente contra nossa politica, mas também observei que nossas resposta costumam deixar eles um pouco desconcertados. A gente sabe do tratamento histórico da imprensa burguesa com o PCO.

 

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