Empresário caloteiro
Ex-dirigente do Figueirense chamou os jogadores de terroristas por realizarem paralisação por conta de salários atrasados.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Jogadores do Figueirense-1
Jogadores do Figueirense se mobilizam contra calote da direção. |

O ex-presidente do Figueirense, Cláudio Honigman, atacou os jogadores chamando-os de terroristas por terem realizado uma paralisação e não entrado em campo contra o Cuiabá (MT) no dia 20/08 na Arena Pantanal pela 17ª rodada do campeonato brasileiro da série B, por conta de salários atrasados.

Os jogadores do figueira que já haviam reivindicado na semana anterior, por notificação extrajudicial, o pagamento dos salários deles e de funcionários do clube, além de direitos de imagem atrasados, e esperaram até o último momento da partida pelo cumprimento da promessa da empresa que administrava o clube. Como não houve o pagamento, os jogadores se reuniram e decidiram não sair do hotel para o estádio. O time levou o w.o, como previsto.

Nas palavras do empresário: “é chantagem feita pelos jogadores, é algo que eu aprendi há muito tempo nos meus negócios. É impossível você negociar com terrorista”.

As palavras do ex-dirigente e proprietário da empresa Elephant, que tinha contrato de 20 anos para administrar o clube, é a típica atitude dos patrões em atacar os funcionários e se fazendo de vítima da ação dos trabalhadores quando estes tentam se defender da ação criminosa dos patrões.

É preciso destacar que a ação dos jogadores é justa, legítima e plenamente amparada no direito de greve previsto inclusive na constituição federal. Os jogadores são trabalhadores e tem o direito de se manifestar e exigir seus proventos que são o sustento de qualquer trabalhador e suas famílias.

A prática de empresários como Honigman de atrasos, calotes, desvio de recursos que serviriam para pagar os trabalhadores, é muito comum no mundo trabalho e, ao que parece, vai se tornar prática rotineira no país, pois há toda uma campanha à favor do chamado “clube empresa”, já havendo, inclusive, projetos de lei tramitando na câmara de deputados federal. Defensores dizem a transformação das sociedades esportivas em empresas atrairá investidores para o futebol nacional.

Na verdade, o que essa mudança trará será a invasão de empresários especuladores internacionais que irá intensificar a exploração dos jogadores e funcionários dos clubes, buscando lucros cada vez mais altos, além de práticas comuns nos mercados financeiros como a sonegação fiscal, evasão de divisas, criação de empresas de fachada e fantasmas. Além disso, a invasão do capital estrangeiro no futebol brasileiro, provocará um ataque direto ao futebol brasileiro e à forma como ele é praticado pelos jogadores, muito pior do que já é feito com os jogadores brasileiros na Europa. O caso do Figueirense é somente o primeiro e já é um bom exemplo do que estes “investidores” pretendem fazer com os times, jogadores e com os torcedores.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas