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Esta foto proporcionada por la Oficina Presidencial de Brasil muestra al presidente Jair Bolsonaro, derecha, y al ministro de Justicia Sergio Moro en una ceremonia militar en Brasilia, Brasil, el martes 11 de junio del  2019. (Marcos Correa/Oficina Presidencial de Brasil via AP)
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A perseguição e prisão de supostos hackers não passa de uma armação não somente para censurar qualquer denúncia contra a Lava Jato, mas algo muito mais perigoso: um pretexto para estabelecer uma ditadura no País.

Não que o Brasil hoje já não possa ser considerado um regime antidemocrático, com diversas características ditatoriais implementadas pelos golpistas. Mas o que estamos vendo são operações cada vez mais frequentes, típicas de um Estado policial.

A direita ataca impiedosamente os que revelaram o escândalo do conluio entre Moro e procuradores para prender Lula ilegalmente. O The Intercept Brasil vem sendo perseguido e censurado, e os golpistas já arrumaram os “hackers” que teriam invadido celulares de Moro e até mesmo de Bolsonaro e de representantes do Congresso e do STF.

Tentam, inclusive, vinculá-los à esquerda e ao PT. O advogado de um dos presos (o DJ Gustavo Santos) disse que seu cliente afirma que outro dos presos (Walter Neto) queria vender as conversas para o PT. Moro já disse em mais de uma ocasião que esse é um caso de “segurança nacional” e o sítio de extrema-direita O Antagonista (que também poderia ser chamado de “O Bolsonarista”) afirmou que isso “é terrorismo”.

A Polícia Federal estaria buscando um acordo de delação premiada com os supostos hackers. Certamente essas delações (que não passam de produto da chantagem para que os delatores digam o que querem os agentes do aparelho repressivo do Estado) pretendem “comprovar” a relação do PT com os supostos ataques cibernéticos.

É preciso lembrar que o governo Bolsonaro passa por uma enorme crise, causada principalmente pela reação (ainda que em fase de desenvolvimento) do movimento popular à destruição do País e dos direitos do povo que os golpistas estão promovendo. E a burguesia, de modo geral, tem indicado que deseja manter Bolsonaro no governo, o que, para tanto, significaria a manutenção e mesmo o aprofundamento de medidas fascistas.

As várias indicações de que movimentos sociais (como o MST e o MTST) seriam terroristas, o aumento do massacre no campo, a prisão totalmente arbitrária de militantes sem-teto em São Paulo, a invasão pela polícia de uma reunião preparatória de um ato contra Bolsonaro em Manaus e, agora, a reação do Estado contra as revelações da Lava Jato, mostram que a direita pode transformar o País em uma ditadura escancarada.

O combate ao aumento da repressão deve ser feito nas ruas, de maneira organizada, com a união de todas as forças populares que lutam contra o golpe. É preciso derrubar Bolsonaro, do contrário a burguesia poderá impor uma verdadeira ditadura no País, fechando completamente o regime.

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