Terror estatal no RJ: Operação das Forças Armadas em São Gonçalo deixa mais dois mortos

militares

Da redação – Nesta quarta-feira, 29, as Forças Armadas realizaram mais uma operação militar no estado do Rio de Janeiro e, como tem se tornado frequente, promoveu o terror contra a população local, agindo com violência contra os moradores da região. Desta vez, a região escolhida para a operação foi o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio.

A operação, a exemplo das que vêm acontecendo desde o início da intervenção militar no Rio de Janeiro foi uma verdadeira operação de guerra que, sob o pretexto de combate ao crime organizado, atingiu diretamente os trabalhadores que moram nas favelas e viola totalmente os direitos constitucionais dos cidadãos. Segundo as informações oficiais a operação de guerra montada pelas Forças Armadas contou com a participação de 2.520 militares agindo por terra além de outros 300 que ficaram responsáveis por realizar um bloqueio e cerco naval na Baía de Guanabara. A operação também teve apoio da polícia federal, 2 navios e 10 embarcações, incluindo uma lancha blindada.

Como já era de se esperar o saldo da operação foi mais uma vez catastrófico, resultando na morte de duas pessoas por parte dos militares. Segundo afirmam os próprios militares as duas vítimas seriam suspeitos que teriam tentado furar os bloqueis das forças armadas, ao que foram recebidos por tiros por parte dos militares e acabaram morrendo. Além dos mortos, outras oito pessoas foram presas ao tentar furar o bloqueio utilizando uma embarcação.

A intervenção militar operada pelo governo golpista de Michel Temer tem se mostrado cada vez mais uma operação destina a oprimir a população pobre do estado do Rio de Janeiro e vem deixando um visível rastro de mortes. Ao contrário do que a imprensa golpista anuncia nos jornais e na televisão, a intervenção militar não realiza, de forma alguma, um combate ao crime organizado, o que ela realmente faz é criar um clima de terror permanente nas favelas e bairros pobres, oprimindo ainda mais a população local que sofre com a truculência e agressões por parte dos militares fortemente armados. Um bom exemplo disso é o número de pessoas que tem seus direitos violados durante as operações, nesta manhã mais de 3 mil pessoas passaram por ação de revista e checagem de antecedentes de forma totalmente arbitrária.

A intervenção militar é uma operação golpista e deve ser denunciada e combatida por todos os movimentos populares e organizações de trabalhadores. Abaixo o Golpe, Liberdade para Lula!