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O latifúndio domina a FUNAI
Terras indígenas em risco: bolsonarista da PF é indicado para Funai
Sob pressão dos ruralistas, a diretoria responsável pela proteção dos índios isolados é substituída por um delegado. Oito chefias já foram trocados, dez aguardam assumir.
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O latifúndio domina a FUNAI
Terras indígenas em risco: bolsonarista da PF é indicado para Funai
Sob pressão dos ruralistas, a diretoria responsável pela proteção dos índios isolados é substituída por um delegado. Oito chefias já foram trocados, dez aguardam assumir.
Foto de indígenas.
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Foto de indígenas.

Mais uma vez a bancada ruralista mostra sua influência no governo Bolsonaro. Desta vez foi nomeado o delegado da Polícia Federal Alexandre Silveira de Oliveira para dirigir a Diretoria de Proteção Territorial (DPT). O órgão é responsável juntamente com a Diretoria de Administração e Gestão e a Diretoria de Proteção ao Desenvolvimento Sustentável pela organização administrativa da FUNAI.

Alexandre Silveira de Oliveira terá sob sua responsabilidade entre quatro coordenações, a estratégica coordenação geral de índios isolados e recém contatados (CGIIRC). Atualmente se tem conhecimento de 28 povos isolados que teoricamente estariam sob proteção desta coordenação. A pasta também é encarregada de atender os indígenas recém contatados e investigar a existência de comunidades isoladas.

Alexandre foi delegado da Polícia Federal por quatro anos nos estado do Acre e substituirá o indigenista Bruno Pereira que é servidor de carreira federal.A saída de Bruno ocorre sob protestos dos indígenas e pessoas ligadas ao movimento. Desde a mudança do governo diversos coordenadores foram substituídos por militares ou policiais, sendo que antes eram escolhidos através de diálogo com os representantes indígenas e os servidores.

Em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro, a fundação trocou ao menos oito dos 39 coordenadores regionais do órgão: Itanhaém (SP), Boa Vista (RR), Rio Branco (AC), Palmas (TO), Guarapuava (PR), Alto Solimões (AM), Dourados (MS) e Humaitá (AM), todas sendo regiões de conflito com ruralistas.

A troca de coordenações estratégicas evidencia os objetivos do governo fascista que sob pressão da bancada dos ruralistas busca atender os interesses dos latifundiários na disputa por terras. A presença de índios, sejam isolados ou não entrava a expansão do agronegócio além da grilagem de terras, comum principalmente no norte no país.

Juntamente com outras ações como a suspensão de fiscalização de reservas ambientais muitas localizadas em terras indígenas , entregar a proteção de povos isolados à pessoas ligadas a bancada do boi é decretar a morte da população indígena. Atualmente estão tramitando mais dez substituições de coordenações regionais que certamente serão entregues aos fiéis protetores dos ruralistas de direita.

Esperar o fim do conflito no campo e o fim das mortes do povo indígena com o aparelhamento que está ocorrendo na FUNAI é mera ilusão. É necessário derrubar o governo Bolsonaro e expulsar os ruralistas do controle dos órgãos de proteção .