Bolívia
O presidente, por sua vez, respondeu com um chamado à população de La Paz e da massa de trabalhadores de El Alto
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Lapaz Bolivia 24 10 2019- Evo Morales é reeleito presidente da Bolivia. foto Twitter
Foto: Twitter |

Da redação – Sábado a direita golpista boliviana deu um ultimato a Evo Morales. O líder do Comitê Cívico de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, durante um coxinhato no sábado, deu 48 horas para Evo Morales renunciar. O prazo se esgota hoje (4), às 19h (20h em Brasília). Camacho ameaçou o país com um golpe militar, dizendo que, caso Evo Morales não renuncie, “vamos tomar medidas e garantiremos sua saída”. Em seguida, Camacho leu uma carta dirigida aos chefes das Forças Armadas, ou seja, pedindo um golpe militar em favor da direita para derrubar o governo.

O presidente, por sua vez, respondeu com um chamado à população de La Paz e da massa de trabalhadores de El Alto, que cerca La Paz com sua população de cerca de 1,1 milhão de habitantes, segunda maior do país. Desde o início da crise política aberta pela direita golpista com apoio do imperialismo, Evo vem conclamando o apoio da população para dar apoio ao governo e resistir ao golpe da direita.

 

Evo Morales é o presidente eleito, golpistas não aceitam

No dia 20 de outubro Evo Morales foi eleito para um quarto mandato, obtendo 2.889.359 de votos, que correspondem a 47,08% do total de votos válidos. Em segundo lugar ficou Carlos Mesa, com 2.240.920 de votos, 36,51% do total. Com mais de 45% dos votos e uma diferença em relação ao segundo colocado maior do que que 10% do total, Evo foi eleito no primeiro turno de acordo com as regras das eleições bolivianas.

Carlos Mesa, no entanto, não aceitou o resultado, e apegou-se a uma interrupção na contagem para acusar o governo de ter fraudado as eleições. Ele exige a realização de um segundo turno, contrariando o regulamento eleitoral do país. Com base nas acusações de fraude e no chamado de novas eleições, Mesa está mobilizando coxinhatos contra o governo e tem apoio da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia (UE), que se pronunciaram favoravelmente a um segundo turno.

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