Coronavírus
A reabertura das atividades econômicas, autorizada pelo governador Wilson Lima (PSC) partir de 1º de Junho, veio acompanhada do aumento de infecções pelo Covid-19 no Amazonas.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
WhatsApp-Image-2020-05-29-at-14.20.01
Reabertura das atividades comerciais na capital Manaus. | Foto: Reprodução

A reabertura das atividades econômicas no Amazonas, autorizada a partir do dia 1º de junho pelo governador Wilson Lima (PSC), acarretou o aumento de casos de infecção pelo Covid-19. A prefeitura de Manaus se posicionou contrariamente, uma vez que isso vai levar a uma segunda onda da doença.

Cerca de três meses após a divulgação do primeiro caso de infecção pelo coronavírus, Manaus registra mais de 48 mil infectados e 1,4 mil mortes. No mês de abril, a rede pública de saúde da capital entrou em colapso, na medida em que passou a operar com 96% da capacidade operacional. A taxa de ocupação dos leitos de UTI demorou um mês para cair do limite para 64%. E, no meio da pandemia, os políticos da direita atendem às reivindicações da burguesia para o relaxamento da quarentena.

Um grupo de cientistas emitiu uma nota em que alertava as autoridades sobre os riscos do relaxamento da quarentena. Para o pesquisador Lucas ferrante (Inpe), a reabertura pode causar um segundo colapso no sistema de saúde.

Na semana anterior à reabertura, ainda se verificava que a taxa de infecção era crescente. Manaus tinha 13.979 casos confirmados. No dia 1 de Junho, quando entrou em início a retomada das atividades comerciais, Manaus registrava 18.367 casos confirmados. No dia 02 de junho, houve aumento para 18.981 e para 19.043 no dia 3 de junho. No último domingo (07), já eram 20.785 casos.

Os cemitérios públicos de Manaus haviam apresentado queda no número de sepultamentos, que registrou recorde histórico. Os óbitos registrados pelo Covid-19 saltaram 83,1%, saltando de 190 em abril para 348 em maio.

O estado do Amazonas é o segundo em incidência de casos da doença, com 1.042 casos a cada 100 mil habitantes, atrás somente do Amapá. No quesito mortalidade, o Amazonas lidera a lista com uma média de 50,7 óbitos por 100 mil habitantes, enquanto a média do país é de 14,2 mortes por 100 mil habitantes. Conforme dados divulgados na última quinta (04), 12 cidades do Amazonas estavam entre as 20 do país em termos de mortalidade em virtude do coronavírus.

A burguesia pressiona os governos pela retomada das atividades econômicas em meio à pandemia, preocupada com o colapso de seus negócios. É evidente que não há qualquer preocupação com a saúde da população trabalhadora, que vai ser exposta ainda mais ao contágio e à morte. A rede pública de saúde não tem condições de lidar com o aumento crescente do número de infecções e entrará em colapso novamente. Atualmente, são 694 mil casos confirmados e 36.598 mortes. Os óbitos ocorrem diariamente em um média de 800 a 1000. O governo Bolsonaro e o bloco político da extrema-direita fazem um esforço para manipular os dados e esconder a realidade da população.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas