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Empossado na recém-criada pasta da Segurança Pública, o ministro Raul Jungmann (PPS-PE) substituiu o diretor-geral da Polícia Federal (PF) por um homem da confiança do general Sérgio Etchegoyen, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência.

Desde junho de 2017, Etchegoyen vinha pressionando pelo nome de Rogério Galloro, que agora assume a direção da PF. Em novembro porém, Temer pessoalmente indicou Fernando Segovia, em substituição a Leandro Daiello. Com a ampliação do poder dos militares dentro do Governo Federal e a intervenção militar no Rio de Janeiro, a vontade de Etchegoyen agora prevaleceu.

Trata-se do processo de “aproximações sucessivas” na tomada do poder, anunciado pelo general Hamilton Mourão em setembro de 2017. Politicamente enfraquecido à frente do Poder Executivo, Temer cada vez mais fica refém da pressão do imperialismo dentro de seu governo, hoje representada pela “linha dura” das Forças Armadas, que vêm articulando abertamente um golpe militar.

O processo guarda certa analogia com o ocorrido no Uruguai na década de 1970. Entre 1973 e 1985, as Forças Armadas estiveram à frente do poder no país vizinho em mais uma das ditaduras conduzidas pela CIA, mantendo formalmente um presidente civil como marionete à frente do governo.

Como Moro e Dallagnol, Galloro tem pós-graduação em Harvard, o que pode ser um indício de um mais franco comprometimento do diretor com a política imperialista. Nos últimos anos, diversas operações da PF têm se mostrado instrumentos abertos dos interesses estrangeiros no Brasil. A Operação Lava-Jato colocou o país contra o PT, enfraqueceu e quebrou a Petrobrás e as grandes empreiteiras nacionais. A Operação Carne Fraca minou a exportação de carne brasileira. A exploração de petróleo, a construção civil e o agronegócio são justamente os ramos em que o Brasil mais vinha se destacando no mercado mundial.

Com a tomada da PF pelos militares, as oligarquias nacionais perdem cada vez mais força dentro do jogo de forças de comando do Governo Federal. Novas operações certamente deixarão cada vez mais as portas abertas para os militares dentro do governo Temer,  e para a política do imperialismo.

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