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Nesse último dia 20 de maio foram realizadas as eleições para a presidência da Venezuela. O resultado das eleições representou uma importante vitória do chavismo frente a intensificação da campanha golpista promovida pelo imperialismo norte-americano contra o governo nacionalista venezuelano. O atual presidente, Nicolás Maduro, do Partido Socialista Unificado da Venezuela, o PSUV, venceu o pleito com 69% dos votos válidos.

É preciso deixar claro, primeiramente, que as eleições na Venezuela se deram dentro de um contexto de intensificação da política golpista do imperialismo na América Latina. Após o golpe de estado em vários países da região, como no Paraguai, no Brasil, na Argentina, o imperialismo partiu para uma ação mais agressiva contra o governo de Nícolas Maduro. Boicotes a economia venezuelana foram sistematicamente promovidos pelos empresários daquele país. Aliados aos grandes monopólios internacionais, a direita fascista, impulsionada pelos EUA, organizou protestos de rua violentos, nos quais, inclusive, apoiadores do chavismo foram assassinados. O governo Maduro respondeu à ofensiva com a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte em meados do último ano, a qual teve um resultado positivo no fortalecimento da luta do povo venezuelano contra o imperialismo.

Vale ressaltar ainda, que a constituinte foi boicotada pela direita venezuelana, utilizando-se da violência contra a sua convocação. Mesmo assim, o governo chavista conseguiu maioria para a realização da Assembleia. Nos últimos meses, a pressão contra a Venezuela, no entanto, aumentou. O governo norte-americano, seus principais generais, senadores, passaram a defender abertamente uma intervenção militar no país. Uma ação arbitrária, que seria respaldada pelos governos direitistas da região, como o próprio governo brasileiro e o governo capacho dos EUA, da Colômbia. Diante desse fato, o governo Maduro buscou fortalecer o apoio popular com a concessão, por exemplo, da aposentadoria para todos que já atingiram a idade mínima, elevação do salário mínimo, entre outras medidas.

As eleições ocorridas nesse último dia 20 de maio demonstraram, portanto, o amplo apoio popular ao atual governo e à repulsa às ameaças externas dos países imperialistas e seus capachos na região. Capachos, esses, que logo se colocaram contra o resultado das eleições na Venezuela. Como o vende-pátria, Michel Temer, articulador de um golpe de estado no Brasil, que derrubou uma presidenta eleita com a maioria do voto do povo, e só se encontra no poder por conta desse golpe. De maneira cínica, o governo ilegítimo brasileiro declarou “não reconhecer a legitimidade das eleições venezuelanas”. Temer, que não tem qualquer apoio apoio popular, não tem voto nem para síndico de prédio, afirmou não reconhecer a vontade da esmagadora maioria do povo venezuelano.

Trata-se de uma política golpista do governo brasileiro, o qual está aliado aos interesses norte-americanos na destruição dos direitos, da economia e da soberania dos povos latino-americanos. É preciso reconhecer a vontade popular dos venezuelanos, a vitória do presidente Nícolas Maduro, a qual é uma importante resposta às ameaças estrangeiras. Ao contrário da política golpista do governo brasileiro, é necessário apoiar o governo chavista venezuelano, contra o imperialismo, a intervenção militar norte-americana, o golpe de Estado.

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