“Tem que se aproximar da informalidade”: Bolsonaro quer terminar de destruir as leis trabalhistas

Jair Bolsonaro/Gabinete de transição do novo governo

Em reunião com deputados do DEM, o presidente eleito pela fraude, Jair Bolsonaro, mostrou mais uma vez porque foi o candidato escolhido pelos golpistas.

“No que for possível, sei que está engessado o artigo sétimo [da Constituição], mas tem que se aproximar da informalidade”, afirmou Bolsonaro sobre as leis trabalhistas no Brasil.

O artigo 7º da Constituição trata dos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, como 13º salário, férias, salário mínimo. Para Bolsonaro, o que foi feito até o momento em termos de reforma trabalhista ainda é muito pouco diante do que pretende fazer a partir de 2019.

Reafirmando o que já havia dito na semana passada, em reunião com as bancadas do PMDB, é preciso mudar “o que for possível” na legislação trabalhista, pois – segundo ele -, “ser patrão no Brasil é um tormento”.

O objetivo do golpe de Estado é o de promover uma gigantesca espoliação do povo brasileiro em proveito do imperialismo e do grande capital a ele associado. Nesse sentido, Bolosonaro mostra porque é o candidato do golpe. A direita é profundamente inimiga dos trabalhadores. No que depender do golpe, os retrocessos na legislação trabalhista regredirão ao período anterior aos anos 30 do século passado e esse é o objetivo do capitão fascista.

Não é por outro motivo a extinção do Ministério do Trabalho. No que diz respeito aos recursos dos trabalhadores que estão no FGTS e no FAT, mais de 1 trilhão de reais, ficarão sob a administração, do futuro Ministro da Economia, Paulo Guedes, uma personagem diretamente ligada ao grande capital financeiro internacional, para serem saqueados em proveito destes.

Já os sindicatos serão tutelados por Sérgio Moro, um outro funcionário dos Estados Unidos incubido pessoalmente em condenar e prender Lula e agora em desmantelar a organização sindical para facilitar o ataque aos trabalhadores.

O governo de Bolsonaro será de guerra contra os trabalhadores. Acreditar que exista espaço para um tipo de oposição institucional como pregam setores da direita do PT e o PCdoB, é um grave erro político.

Qualquer sucesso do governo golpista prestes a se instalar, terá como contrapartida uma derrota para os trabalhadores. É por isso que não pode haver nenhuma trégua ao governo. A luta pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas e a luta pela Liberdade de Lula é uma questão central, de vida ou morte, do movimento operário tal qual conhecemos hoje.