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Aumento da repressão

Televigilância nos presídios do Piauí é mais repressão

No sistema prisional do Piauí está prevista a instalação de 50 câmeras

Tempo de Leitura: 2 Minutos

Instituições carcerárias norte-americanas e brasileiras investem em sistemas de monitoramento – www.adjorisc.com.br

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O governador Wellington Dias se reuniu, na tarde desta sexta-feira (7), com gestores das secretarias de Segurança, Justiça e Fazenda, para discutir o Projeto Integrado de Televigilância a ser implantado no Piauí. O sistema inteligente prevê a utilização de câmeras avançadas para auxiliar no trabalho da polícia, monitorar o sistema prisional e combater a evasão de divisas.

No sistema prisional, está prevista a instalação de 50 câmeras inteligentes. Cada uma das 17 unidades prisionais terá pelo menos duas câmeras de reconhecimento facial. A Colônia Agrícola Major César Oliveira deve ganhar 16 câmeras térmicas, além de sensores perimetrais que identificam a aproximação de pessoas nos muros e cercas da estrutura física, emitindo alertas de fuga. Serão instaladas também 34 salas de vídeo audiência, permitindo que os presos participem de sessões necessárias para o andamento processual, sem a necessidade de deixar o presídio.

O uso intensivo do terror tecnológico contra a população é próprio do verdadeiro Estado policial travestido de normalidade que acomete o Brasil, onde desde o Golpe mas marcadamente após a eleição de Bolsonaro, este tipo de ferramenta auxiliar da repressão ganhou força, estando hoje presente em 37 cidades brasileiras.

A premissa básica continua sendo a mesma do discurso fascista em geral. As tecnologias de vigilância são ferramentas que permitem proteger a população, ajudando as autoridades pela coibição ou municiando a polícia na elucidação de crimes através de um sistema seguro, confiável e eficiente.

Com o aprofundamento do golpe de estado, a imposição de uma ditadura cada vez maior contra o povo, suas lideranças e organizações, projetos como esse, que visam a primeira vista reforçar a segurança, não passam de uma forma da direita, dos setores mais reacionário que estão no poder, irem aos poucos aumentando o caráter policialesco do regime político contra o povo.

É preciso ter claro que o problema da segurança, a contrário do que prega a direita, não se combate com mais repressão e mais policiamento. O Brasil é hoje o terceiro país que mais prende pessoas no mundo. A esmagadora maioria dos presos são negros, pobres e estão na cadeia sem qualquer prova concreta. Mesmo com essa massa carcerária gigantesca, os índices de violência no país continuam muito altos, o que apenas reforça a tese de que a raiz do problema está em outros aspectos.

A única maneira de se combater minimamente a violência é garantindo melhores condições de vida para o povo, educação, saúde, emprego, cultura, etc. Isto, no entanto, não é a política dos golpistas, os quais não passam de legítimos representantes dos capitalistas e banqueiros. Estão no governo para esfolar a população, aumentando ainda mais a miséria e, por consequência, a violência.

É preciso, portanto, se opor completamente a qualquer medida que vise aumentar a repressão sobre a população sobre o pretexto de se combater a criminalidade. A direita não está nem um pouco preocupada com o povo, apenas com os interesses de seus patrões, os grandes empresários e banqueiros. É preciso mobilizar o povo contra todo o aparato de repressão do estado capitalista, bem como o regime golpista de conjunto.

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