Reabertura
Com a explosão nos casos de covid19 e corte de verbas na cultura, governo do Rio de Janeiro quer reabrir casas de espetáculo
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Teatros cariocas abrirão no próximo dia 16 em meio a crise da pandemia | Mariano Mantel

Esta semana as autoridades cariocas anunciaram a reabertura dos teatros para o público com um terço da capacidade de lotação, na chamada “fase 6” da retomada de atividades. Além dos teatros o governo do Estado propõe também a reabertura de cinemas e casas de show e outros espetáculos. A posição veem abrindo um grande debate nas categorias ligadas a produção cultural.

Desde o início da pandemia a indústria artística tem passado por grandes dificuldades, sem a possibilidade de manter as apresentações dos espetáculos pelo risco de contaminação, grande parte da categoria esta sem trabalho, vários espetáculos de teatro, música e dança foram realizados online para arrecadar recursos para prestar solidariedade aos trabalhadores da arte.

Os governos do Rio de Janeiro, tanto estadual como municipal, também vem promovendo uma série de ataques à área cultural, retirando investimentos direcionados a fomento com a desculpa de conter gastos para investir na luta contra a pandemia, acabando por fazer nem uma coisa nem outra. Aliado a isso tem a  censura e perseguição que a extrema direita encabeça no país contra a produção artística libertária, muitas vezes sobre a égide do falso nacionalismo, moral e bons costumes.

A questão, como o governo coloca para os artistas, é a volta ao trabalho em meio ao enorme risco de morte, ou a falência da área cultural. O que na verdade é um falso debate, como muitos outros levantados no momento, “da vida ou da economia”.

Como em todas as outras áreas de produção, os trabalhadores da cultura devem exigir dos governos as condições de se manterem até que seja seguro a volta ao trabalho. Nenhum trabalhador deveria discutir retorno ao trabalho enquanto no país mais de mil pessoas perdem a vida todos os dias devido ao coronavírus.

O governo afirma que para o retorno serão aplicadas restrições, como a redução das taxas de ocupação a ações de distanciamento e  aplicação de protocolos sanitários fiscalizados por representantes da vigilância sanitária. Mas temos a experiência dos serviços considerados essenciais onde já aconteceu retorno, que no atual nível de contaminação do vírus essas ações de distanciamento não funcionam.

Os governos federal, os estaduais e municipais brasileiros não realizaram sequer uma das recomendações efetivas para contenção do vírus. Com a falta de assistência financeira aos trabalhadores parados e retorno as atividades sem testagem o número de mais de cem mil mortos logo passará de duzentos ou mais.

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