Cultura ameaçada pelo descaso
Os trabalhadores da cultura se vêm abandonados, em meio a pandemia e a injustiça
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Imagem 1
Imagem da escadaria do teatro de São Paulo | Foto: Leandro Matumoto / Flickr

A pandemia de COVID-19 tem acentuado uma situação que para o governo paulista sempre foi um palco de certeza e hipocrisia, o descaso com o trabalhador. Dessa vez, o acento de hipocrisia atingiu duramente os trabalhadores da área da cultura, visto que o teatro municipal cancelou suas apresentações para todo o segundo semestre deste ano.

A critica a essa decisão não pretende se ater ao cancelamento dos espetáculos, visto que apesar do imenso dano a cultura nacional entendemos ser esta uma medida necessária, registramos aqui então a forma como os trabalhadores desta área estão sendo tratados pelo governo, seja ele municipal, estadual ou federal.

Com as mesmas características do insuficiente “auxilio emergencial”, a lei Aldir Blanc foi sancionada no final de junho deste ano e tem como missão auxiliar financeiramente os milhares de trabalhadores dessa área, com “incríveis” R$1.800 pagos em três parcelas.

Evidentemente, mesmo desconsiderando as precárias formas de cadastramento e transferência deste dinheiro, que faz boa parte dos que dele necessitam passarem ao largo deste auxilio, todos nós sabemos que R$600 por mês é uma quantia insuficiente para qualquer trabalhador brasileiro, principalmente tendo em vista a inflação que os produtos básicos da cesta alimentar tem sofrido, além dos inúmeros outros gastos mensais inerentes a qualquer lar.

A hipocrisia se estende no momento em que percebemos que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2021 destina R$2.236 trilhões para gastos com juros e amortização da dívida pública, conforme apontado pelo site Auditoria Cidadã da Divida.

Analogicamente, qualquer trabalhador se perguntará por que esta sendo preterido neste momento de grande dificuldade, tendo em vista esse auxílio emergencial minúsculo e por tão pouco tempo e, debaixo de seu nariz, ocorrer uma destinação financeira tão grande para áreas certamente desconhecidas pela população. Não se trata de uma análise acadêmica sobre a “dívida pública”, mas sim um olhar humanístico sobre as prioridades atuais, visto que se o trabalhador não pode exercer suas funções é natural que ele receba um auxílio digno, para se manter durante aquele período.

Mas sabemos que isso ocorre em grande parte devido ao silêncio de alguns setores de defesa do trabalhador, que ao invés de esclarecerem a população sobre essa situação, preferem neste momento tecer alianças alheias ao interesse da classe operaria na saga interminável de busca ao sonhado “cargo público” nestas eleições, que em muito serve apenas para a manutenção desse olhar desigual para com as necessidades do trabalhador da cultura, do comércio, da saúde, etc.  Preferem em muitos momentos fazer coro as ilusões que a grande mídia golpista perfaz dia após dia para essa tão clara contradição, que neste momento regride imensamente o desenvolvimento da cultura nacional.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas