Imperialismo é a pior doença
Atualmente esta guerra fez com 3,6 milhões de iemenitas deixassem os seus lares, 24 milhões tem passado fome crônica, mais de 280 mil abandonaram o País.
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Garotos jogam futebol em meio aos destroços | Civil Protection and Humanitarian Aid / Flickr

Por incrível que pareça, existem coisas piores que Jair Bolsonaro. Uma delas é o imperialismo, que provoca guerras e destruição pelo mundo a fora. Uma prova é a situação lastimável que se encontra o país mais pobre do Oriente Médio onde a taxa de morte por Covid-19 é cinco vezes pior que a taxa global, como reconheceu a Organizações das Nações Unidas (ONU).

A Organização Mundial da Saúde confirmou a existência de 1610 casos de contágio com 445 óbitos representando uma taxa de letalidade de 27% dos casos do Covid, mas ao mesmo tempo o porta voz do secretário geral da ONU, Stéphanie Dujamic, ressalta que os números reais da infecção provavelmente são muitos maiores, já que não existem testes suficientes.

A ONU tem buscado ampliar a capacidade hospitalar dos centros mais populosos do Iêmen, só que dos U$ 380 milhões de dólares necessários, só foram liberados 14 % do total. Só que é preciso lembrar que a situação do Iêmen vem piorando dia a dia não somente por causa do Covid, mas porque o estado serviçal do imperialismo na região, a Arábia Saudita, interveio militarmente em 2015 no país, além de estabelecer um bloqueio marítimo e aéreo com o apoio dos Estados Unidos, Reino Unido e França, por não aceitar o estabelecimento do governo de predomínio xiita na sua fronteira.

Atualmente esta guerra fez com que 3,6 milhões de iemenitas deixassem os seus lares, 24 milhões tem passado fome crônica, mais de 280 mil abandonaram o País se dirigindo em sua maioria para campos de refugiados na Somália, a epidemia de cólera já teriam provocado 113 casos sem contar as mais de 112 mil mortes devidas ao conflito em si muitas provocadas por ataques aéreos sauditas que provocam uma grande  quantidade de mortes de civis em especial crianças. Com tantas mortes as epidemias de dengue, malária  e chicungunha principalmente em Aden poderiam passar despercebidas.

Enquanto aqui no Brasil se discute a possibilidade das crianças retornarem as escolas durante a pandemia, sete milhões e oitocentas mil  crianças estão  sem poder ir as escolas fechadas devido ao agravamento da situação sendo que já em 2019 eram dois milhões de crianças que estavam fora das escolas.

O último relatório da UNICEF alerta que 30 mil crianças correm o risco da grave desnutrição, e portanto risco de vida nos próximos seis meses, bem como um aumento de 20% no número de crianças subnutridas com menos de cinco anos em relação aos anos anteriores,  o que significa um total de  2, 4 milhões de vitimas a mais.

Contudo nada disso parece impressionar os agentes do imperialismo que não cogitam nem um cessar fogo que permita a reconstrução dos sistemas de abastecimento de água e hospitalar para a preservação da população civil e um efetivo combate as epidemias que assolam a região, podendo inclusive afetar até as suas próprias forças combatentes.

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