Opressão capitalista
Direita usa a crise para aprofundar situação de opressão das mulheres. É necessário acabar com capitalismo! Apenas assim a mulher, e toda classe trabalhadora, poderá se libertar.
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Foto: Flickr/Leon Fishman |

A história mostra que durante as pandemias as mulheres estão entre os grupos que mais sofrem, junto com os negros e outras minorias oprimidas. Na sociedade, as mulheres são, especialmente as negras e mães solteiras, a parcela com menor renda.

Desemprego e opressão

Os números sobre desemprego são, entre as mulheres, históricamente, maior que entre os homens. Em algumas épocas, chegou-se a ser mais de 60% maior. Agora, a taxa é 40% maior entre as mulheres que entre os homens.

As causas desse maior desemprego estão ligadas ao papel da mulher na sociedade. Assim como os servos, na sociedade feudal estavam presos à terra, as mulheres estão presas ao lar, ao serviço doméstico e à prole. Sem creches, escolas, saúde, saneamento e assistência, elas acabam tendo dificuldades para se encaixar no mercado de trabalho capitalista.

A situação das mulheres tende a piorar quanto menor suas condições financeiras, pois isto impossibilita que avancem nos seus estudos. É comprovado que mulheres com menor escolaridade tendem a ter mais gestações indesejadas, aumentando o sistema de opressão vivida por elas.

É preciso salientar a hipocrisia da direita “pró-vida”, que retira direitos da população, como educação e saúde, mas que, ao mesmo tempo, defende a criminalização do aborto. Se as mulheres pobres já não têm condições mínimas de sobrevivência, o que ocorrerá com seus filhos? Obviamente ficarão “à margem da sociedade”, inflando ainda mais os presídios, verdadeiras sucursais do inferno na Terra.

Logo, o problema do aborto não é meramente no campo das ideias, como pregam os conservadores, mas puramente material e, nesse caso, sua criminalização é a maneira de reforçar ainda mais a opressão sobre as mulheres e o restante da classe trabalhadora.

Políticas públicas

A situação de opressão das mulheres no lar é uma das facetas da luta de classes. O capitalismo, assim como qualquer modo de produção, influi diretamente nas relações familiares.

Por isso, programas públicos de criação e manutenção de creches e escolas, além de programas de renda básica, como Bolsa Família, são, muitas vezes, uma fonte onde algumas mulheres podem recorrer.

Apesar das tímidas reformas e programas executados pelos governos do PT, ocorreram pequenos avanços neste período. Entretanto, sem o fim do capitalismo, um sistema abusivo e parasita, as mulheres, os negros e toda a classe trabalhadora, oprimida e explorada, não conseguirão triunfar.

Aumento na violência doméstica durante a pandemia

A crise capitalista, somada à pandemia, vem destruindo as condições materiais de sobrevivência da classe trabalhadora. Trabalhadores e trabalhadoras, do campo e da cidade, têm sua sobrevivência sob risco.

A criminosa falta de políticas reais para enfrentar a situação coloca enorme pressão sobre a classe trabalhadora. Os governos limitam-se a mandar a população ficar em casa, muitas vezes ambientes insalubres e sem dar condições financeiras para que os trabalhadores se mantenham. As relações familiares se degeneram ainda mais, aprofundando a luta de classes no lar. Resultado disso é a disparada da violência doméstica durante este período.

Enquanto isso, o estado burguês, em total omissão e negação da realidade, faz nada. No máximo, reforça, ainda mais, o seu aparato repressivo.

Simplesmente reprimir adianta de nada. O problema é, em sua base, econômico e aí então se irradia para as demais áreas. Por isso, é mandatório destruir o capitalismo. Enquanto este modo de produção existir, os trabalhadores nunca estarão verdadeiramente libertos, especialmente as mulheres e os negros.

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