Capitão do plano B, Tarso Genro defende Boulos e fala em “era pós-Lula”

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Da redação – O ex-ministro da Justiça e da Educação dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva, ex-governador do Rio Grande do Sul, o petista Tarso Genro, 71 anos, defendeu mais uma vez, agora em entrevista ao jornal golpista, O Estado de S. Paulo, que o PT considere o apoio a Guilherme Boulos, pré-candidato à Presidência pelo PSOL, caso a Justiça eleitoral vete a candidatura do preso político da Lava Jato. A proposta beira a loucura. Deixar o candidato lider em todas as pesquisas, preso político sem provas, atrás das grades, para apoiar um oportunista barato que fez campanha contra Dilma Rousseff (PT), num partido pequeno-burgues que não tem votos, nem política e não luta contra o golpe.

Desconsiderando totalmente que Boulos encabeçou campanha contra Dilma, com o “não vai ter copa”, Tarso desconsidera todo debate interno do partido e sai em campanha pelo “Plano B” na imprensa burguesa. Deixa de lado que Boulos foi totalmente manobrado desde a Copa do Mundo no Brasil, atacando os ajustes fiscais no mesmo momento em que a direita o fazia, como “o maior problema do país”, e que, como alertou este diário, futuramente pareceria “troco de moeda” – e mesmo agora estando claro a destruição que o golpe e prisão de Lula causam na economia interna, os oportunistas continuam ignorando o golpe.

O sulista se coloca assim, em total desacordo com a massa dos eleitores de Lula e de seus companheiros de partido que não querem nenhum plano B. Os trabalhadores que sofrem com o golpe, querem retirar Lula da cadeia de qualquer forma, pois, entendem que vivemos um golpe levado à cabo por agentes exteriores inimigos da classe operária, e que Lula é um preso político sem provas. E finalmente, está mais do que claro que as eleições sem sua presença são uma total fraude, uma análise bem simples para qualquer trabalhador, mas que para Tarso não vale de nada quando defende os oportunistas que fazem campanha pelo país enquanto sindicalistas, quilombolas, sem-terras, lideranças de movimentos sociais, são mortos, presos e a violência da caça golpista cresce no país e em toda América Latina. E isso, deixando de lado que Tarso rasgou elogios ao golpista Ciro Gomes (PDT), ex-funcionário e amigo do ex-vice presidente – “O pato” – da FIESP.

Sobre Boulos, vale ressaltar a afirmação, de que o candidato do “solzinho”, “reúne condições para liderar uma nova frente político-eleitoral de esquerda na era pós-Lula”, alegação que não corresponde à realidade alguma, pois, o mesmo, não tem base eleitoral para vencer a direita, e assim, nada mais faria do que oficializar a vitória dos golpistas no poder.