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Na virada do ano, levantamos várias aberrações cometidas no primeiro ano da “gestão” de João Doria, o prefeito mais “coxinha” do Brasil. Vamos relembrar essa lista, que pode ser ainda maior e que deve ser ampliada em 2018 para provar por que o paulistano não deve deixar o tucano terminar o mandato:

• Instalou telas para esconder moradores de rua em grandes avenidas da cidade. Alegou que não fez e foi desmentido pelos próprios funcionários da prefeitura.

• Declarou guerra contra o grafite e pintou painéis urbanos de cinza. Meses depois, disse que avaliou mal a questão.

• Se fantasiou de gari para iniciar o programa cidade Cidade Linda, que buscava ampliar os serviços de limpeza e zeladoria na cidade. Até dezembro, todos os índices de zeladoria apresentaram resultados piores que em 2016.

• Resolveu mudar o nome do bairro do Bom Retiro para “Little Seul”. Após críticas, alegou que o nome não seria mudado oficialmente.

• Desmembrou a Virada Cultural por 5 palcos, em bairros diferentes. Com isso, o evento, que tinha a ideia de fazer as pessoas transitarem pelo centro de São Paulo ao se locomoverem entre as atrações, registrou seu menor público desde a criação, em 2005.

• Visando acabar com a Cracolândia, João Doria promoveu uma ação de guerra contra a população da cidade. Com total desrespeito aos que estavam ali, o prefeito demoliu um abrigo com pessoas dentro e ainda pediu ao MP a internação compulsória de diversos usuários de drogas. A ação espalhou o “fluxo” da Cracolândia e, com isso, “franqueou” o local para diversas ruas e regiões que antes eram tranquilas.

• Anunciou o projeto “Nova Luz”, que visa a demolição da arquitetura histórica de parte do centro para renovação e construção de modernos edifícios, nos moldes dos prédios comerciais espelhados da Berrini. Isso tudo justificaria a barbárie na Cracolândia.

• Mandou funcionários acordarem moradores de rua com jatos d’água. Ao ser questionado, o prefeito alegou que “foi um descuido”.

• Tentou distribuir farinata, ou “ração humana”, para a população carente. Ao ser duramente criticado pela adoção do “alimento”, João Doria alegou que “o pobre tem fome, o pobre não tem hábito alimentar”. Ao ver a medida se transformar em publicidade negativa, o prefeito voltou atrás.

• Durante grande parte do ano, viajou a outros estados para receber premiações em um esforço de pré-campanha presidencial. Ao ser criticado, alegou que consegue administrar a cidade pelo celular. Ao ver sua popularidade e aprovação despencaram pela população e e seu poder minado dentro do PSDB, Doria voltou atrás e desistiu de tentar outro cargo.

• Para mascarar números de sua gestão, Doria agiu para dificultar acesso a dados e violou a Lei de Acesso à Informação. O Secretário da Comunicação de sua gestão disse em gravação que vai “botar pra dificultar” pedidos de jornalistas.

• Com suas “doações”, a gestão Doria concedeu diversos “favores”. Manipulou livremente a mão invisível do mercado. Um exemplo disso foram as doações de remédio próximos a validade, onde as empresas se livraram dos custos de descarte e ganharam R$ 66 milhões em isenções fiscais.

• Anunciou o maior programa de privatizações de São Paulo. O prefeito quer realizar 55 privatizações e PPPs leiloando a cidade à iniciativa privada.

• Lançou o programa Marginal Segura, que aumenta a velocidade máxima nas marginais Tietê e Pinheiros. O prefeito dificultou o acesso às informações públicas, portanto não é possível obter os números oficiais, mas foram registradas 20 mortes no período.

• Sem construir um único quilômetro de ciclovia, João Doria burocratizou o processo de ampliação da malha cicloviária. Em alguns pontos removeu a ciclovia em prol de comerciantes, que alegavam perder vagas de estacionamento em seus negócios. Só em 2017, foram 32 ciclistas mortos em São Paulo.

• Queria transformar as crianças da escola pública em outdoors, colocando propaganda nos uniformes escolares. Após ver o tamanho da polêmica, anunciou que irá vetar a lei.

• Cortou a verba da saúde e, com isso, paralisou as obras nos hospitais Brasilândia e Parelheiros, que atendem parte da demanda das periferias Norte e Sul da cidade.

• Cortou o transporte escolar e, como solução, disse aos pais para mudarem seus filhos de escola.

• Demitiu ou afastou diversos funcionários que fizeram declarações contrárias às suas decisões.

• Proibiu as crianças da escola pública de repetir as refeições, marcando a mão de quem já comeu com um carimbo.

• Ofereceu para empresas privadas a gestão de informações sobre o Bilhete Único, facilitando o monitoramento do direito de ir e vir do cidadão, além de jogar dados pessoais nas mãos da inciativa privada.

• Deixou cães e gatos sem comida no Centro de Controle de Zoonoses, por problemas de licitação.

• Cortou em mais da metade a verba do “Leve Leite” e deixou de fora do programa 690 mil crianças e adolescentes.

Diante de todas essas atrocidades promovidas pela direita golpista, em particular em São Paulo, a tarefa da esquerda é expulsar Doria da prefeitura. Os golpistas travam uma dura política de violência contra a população. A cidade de São Paulo não pode aguentar por mais três anos a política do prefeito escravocrata. Fora Doria!

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