Tailândia: em meio a uma ditadura, militares ganham eleições fraudadas de maneira apertada

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Da redação – A Tailândia celebrou no último domingo (24) suas primeiras eleições gerais desde o golpe de Estado em 2014. Mas os militares planejam normalizar o país através desse pleito para manter o poder. Por isso, foi dissolvido o partido da oposição que nomeou a irmã do rei, e cerca de 2,1 milhões de votos ou 5% do total foram invalidados. Cerca de 1,5% dos eleitores se expressaram contra todos os candidatos.

A recontagem preliminar foi publicada no dia seguinte ao partido Pheu Thai anunciar uma aliança com outros seis partidos para acabar com o governo do Conselho Nacional de Paz e Ordem (CNPO, junta militar).

Nos distritos, 350 de um total de 500 cadeiras ocupadas na Câmara dos Deputados foram contestadas. A distribuição dos 150 restantes (escolhidos diretamente pelos militares) será conhecida com os resultados finais no próximo dia 9 de maio.

A segunda força mais votada foi o partido de oposição Pheu Thai, associado a Yingluck e Thaksin Shinawatra, que obteve 7.920.630 apoiadores nos distritos eleitorais.

Eles são seguidos pelo partido Futuro Adiante (6,265,930), o Partido Democrata (3,947,726) e Bhumjaithai (3,732,883).

O influxo para as pesquisas ficou em 74,69%, acima da estimativa anterior de 65%.

Mais de 70 partidos políticos disputaram neste domingo 500 cadeiras na Câmara dos Representantes (Câmara dos Deputados), incluindo 350 dos distritos eleitorais e 150 das listas partidárias.

Assista à Análise Internacional de Rui Costa Pimenta sobre as eleições na Tailândia e entende o golpe de Estado no país: