Uma medida urgente
CNE debocha dos estudantes, confirmando que o ano letivo foi perdido e que o EAD não é uma coisa séria
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Foto: pixabay.com
Ensino remoto, agora reconhecidamente, uma farsa | Foto: Reprodução / pixabay.com

O Conselho Nacional de Educação (CNE), naturalmente aparelhado pela extrema-direita bolsonarista, aprovou por unanimidade na tarde desta terça-feira uma resolução que permite a continuidade do ensino remoto até dezembro de 2021 . A proposta aprovada no colegiado recomenda ainda que os sistemas de ensino não reprovem os estudantes. Além disso, a resolução prevê a reorganização flexível dos sistemas e sugere, por exemplo, a adoção do “continuum escolar”, ou seja, as redes poderão fundir os anos escolares dos estudantes, de modo que eles concluam no próximo ano o conteúdo que ficou prejudicado em 2020 devido à pandemia. Estados como São Paulo e Espírito Santo já anunciaram que adotarão o ano contínuo.

O reordenamento curricular do que restar do ano letivo de 2020 e o do ano letivo seguinte pode ser reprogramado, aumentando-se os dias letivos e a carga horária do ano letivo de 2021 para cumprir, de modo contínuo, os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento previstos no ano letivo anterior”, diz o texto, que ainda precisa ser homologado pelo Ministério da Educação (MEC) e vale tanto para a educação pública e privada.

Obviamente, trata-se de uma grande demagogia como tudo que vem deste governo de ataque a população. Contudo, chama atenção o reconhecimento, por parte do próprio governo, de que o ensino remoto não é uma opção válida para a educação como substituto das aulas presenciais.

A posição do CNE vale como a confirmação velada de que o ano foi perdido para a educação e o reconhecimento de que o EAD não é uma coisa séria. Quando questionado sobre o papel do MEC durante a pandemia e as limitações para boa parte dos estudantes em ter acesso ao ensino remoto, o ministro conservador da Educação, Milton Ribeiro, afirmou em entrevista ” que as desigualdades foram apenas evidenciadas nesse período do coronavírus, mas não foram criadas agora.”

Se faz urgente a convocação das mobilizações estudantis pela suspensão do calendário escolar e acadêmico, até que o coronavírus não represente mais uma ameaça aos estudantes e seus familiares, cuja grande maioria é oriunda da classe trabalhadora, o verdadeiro grupo de risco na pandemia.

Por último, defender também que os alunos do último ano do ensino médio tenham o acesso garantido nas universidades públicas na retomada do ensino presencial. Mas tudo isso só pode ser possível através de uma grande luta a ser travada nas ruas. Nada de hashtags e panelaços nas janelas. Tomar as ruas por Fora Bolsonaro para por fim ao genocídio!

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas