Pandemia na Europa
Duas equipes inglesas jogarão com treinadores e jogadores das categorias de base nessa semana, pois para a federação de futebol inglês não se pode nem adiar os jogos
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Boris Johnson visits Covid-19 Vaccine Centre
O primeiro-ministro do Reino Unido durante a onda de otimismo acerca da vacinação em dezembro | Foto: Andrew Parsons/Nº 10 Downing Street/Fotos Públicas.

Como era de se esperar, a retomada dos campeonatos de futebol tem produzido diversos surtos da Covid-19. Nesta semana, dois clubes ingleses tiveram graves surtos nos seus elencos principais, Derby County e Aston Villa. Mesmo assim, seus jogos não serão adiados.

Quem acompanha este Diário sabe que ele tem alertado para a irresponsabilidade de retomar competições esportivas no meio de uma pandemia. Alguns comentaristas esportivos, que adoram bajular os europeus, chegaram até a elogiar como os jogadores evitavam abraços após marcarem gols. Uma farsa completa, já que não existe a mínima possibilidade de distanciamento social num esporte como o futebol. As comemorações comedidas aliás, se aconteceram num momento inicial, não acontecem mais.

Wayne Rooney, atual técnico interino do Derby County, não poderá comandar o time neste sábado contra o Chorley. O ex-jogador da seleção inglesa terá que ficar em isolamento, assim como todos os jogadores do elenco principal do clube. Todos. O clube entrará em campo com jogadores das categorias de base e será comandado pelo diretor dessas categorias.

Já o Aston Villa teve que fechar seu centro de treinamento. Na segunda-feira diversos jogadores e membros da equipe técnica haviam testado positivo. Numa segunda rodada de testes, mais infectados foram detectados. Assim como o Derby County, o Aston Villa deve jogar sua próxima partida com uma equipe formada apenas por jogadores das categorias de base do clube.

Infelizmente, esses fatos eram bastante previsíveis e tendem a seguir se repetindo. Além dos jogadores e profissionais ligados direta e indiretamente aos jogos, suas famílias estão expostas à uma doença que já vitimou oficialmente quase dois milhões de pessoas no planeta.

A pressão pelo retorno dos campeonatos ocorreu em nível global e, apesar de todo o discurso acerca de protocolos sanitários, passou por cima da situação real da pandemia. Tanto é que a nova alta nas infecções ao redor do mundo não tem o mínimo efeito no andamento das competições. Ou seja, em nome do capital vale tudo.

A infecção entre jogadores e demais profissionais reflete o quadro geral da pandemia. Há poucos dias, o Reino Unido decretou novamente um confinamento mais radical, chamado de “lockdown”. Antes disso, escolas e comércio estavam abertos e a imprensa começava a espalhar uma onda de otimismo em relação à vacinação.

Nesse contexto, chama muito a atenção que a Football Association recuse categoricamente os pedidos de adiamento dos jogos. O fato é que se não fosse a imposição dos capitalistas do futebol, as competições esportivas estariam paralisadas no mundo todo.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas