Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit

Quando fechávamos esta edição, estava para ser votada no Senado Federal, a intervenção militar no Rio de Janeiro. Na véspera, a Câmara dos Deputados tinha aprovado. na madrugada,  o decreto do presidente golpista Michel Temer (MDB) que determinou intervenção na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, desde a última sexta (16).

Entre os deputados, a medida teve 340 votos favoráveis, 72 contrários e uma abstenção. Uma votação com larga margem de apoio era esperada no Senado golpista.

Na Câmara, a votação –  como a do impeachment – foi um verdadeiro show de horrores, onde uma parlamentar chegou até encenar um choro quando estava proferindo seu voto em favor da ação golpista.

O mais grave no entanto é o aprofundamento da presença dos militares, que deixam de aparecer como uma espécie de “ajuda” ao governo do Estado para “garantir a segurança” e passa a controlar de maneira direta o governo.

Embora o general-interventor ocupe apenas a secretaria de Segurança, na prática é como se os militares tivessem tomado o controle do governo. Se todo o setor que controle a repressão estatal já está nas mãos dos militares, daí para um controle total da administração do Estado falta apenas uma formalidade. Em segundo lugar, há a fraqueza do governo Pezão que nesse momento, diante de uma crise generalizada no Estado, praticamente perdeu o controle do executivo fluminense. Em grande medida, portanto, a presença de Pezão é meramente uma aparência.

Por fim, é preciso destacar que quanto mais próxima está a possível prisão de Lula, mais a direita golpista prepara o terreno para reprimir a reação popular. O Rio de Janeiro, nesse sentido, é um dos Estados no qual uma reação dos explorados poderia acontecer de maneira mais enérgica, provocando aquilo que os militares chamam de “caos”, ou seja, que os escravos não aceitem a escravidão e se rebelem contra ela.

A aprovação, evidencia uma vez mais o caráter capacho do congresso golpista dominado por todo tipo de políticos corruptos, reacionários e inimigos do povo, cuja Câmara até bem pouco tempo era comandada pelo golpista Eduardo Cunha e hoje tem na presidência um elemento do DEM, partido sucessor da Arena, partido oficial da ditadura militar. Um passo importante dos militares na preparação do golpe militar em escala nacional.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas