Eleição “sub judice”
Eleições estadunidenses contestadas. A Suprema Côrte vai desafiar o “status quo”?
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American elections
Manifestantes em apoio ao Trump | Foto: Reprodução

Com a recente adesão do Arizona, são agora 18 estados que apoiam na qualidade de amici curiae a ação judicial proposta pelo estado do Texas junto à Suprema Corte estadunidense contestando os resultados das eleições presidenciais em quatro estados da União (Geórgia, Michigan, Pennsylvania e Wisconsin). Juntaram-se ao Texas os seguintes estados: Alabama, Arizona, Arkansas, Flórida, Indiana, Kansas, Louisiana, Mississippi, Missouri, Montana, Nebraska, Dakota do Norte, Oklahoma, Carolina do Sul, Dakota do Sul, Tennessee, Utah e Virgínia Ocidental. Assim, mais de um terço das unidades federadas que formam os Estados Unidos não aceitam o resultado das eleições. A ação proposta perante a Suprema Corte põe em questão principalmente normas baixadas à revelia dos legislativos estaduais pouco antes das eleições e que alteraram a maneira como as abstenções e os votos pelo correio foram computados nos quatro estados.

Apesar de que essa disputa judicial não esteja merecendo a atenção da imprensa burguesa trata-se de algo importantíssimo dado que mais uma vez os holofotes estão acesos sobre as fraudes que ocorrem nas eleições nos Estados Unidos, país que se apresenta ao mundo como modelo democrático. Casos de fraude eleitoral que fizeram barulho também ocorreram: em 2000 quando George W. Bush foi proclamado vencedor no estado da Flórida apesar de que o candidato concorrente, Al Gore, tenha sido o mais votado; em 2016 nas eleições primárias do Partido Democrático nas quais o candidato favorito, Bernie Sanders, foi passado para trás; neste ano novamente este candidato era o favorito mas quem levou foi Joe Biden.

Embora exista um clima geral de que as eleições já estão decididas na verdade legalmente Joe Biden só será proclamado vencedor no dia 14 de dezembro quando o Colégio Eleitoral se reunirá e os delegados votarão nos candidatos mais votados em seus respectivos estados. A expectativa geral era que a Suprema Côrte rejeitaria o pedido formulado pelo estado do Texas porque caso contrário abrir-se-ia uma crise política sem precedentes na história recente daquele país. Cabe lembrar que independente de qualquer reviravolta na justiça uma grande crise já está em curso: o país é o campeão mundial de mortos em razão da pandemia do COVID-19, o povo empobrece e a desigualdade aumenta. Nenhum dos candidatos apresentou propostas concretas para superação da decadência econômica. Neste tocante a promessa de Trump de redinamizar a economia através da volta da indústria estadunidense baseada no exterior foi só uma miragem. No cenário internacional é de se esperar que a volta dos “falcões” do “deep state” ao comando da política externa represente um recrudescimento das ações intervencionistas que haviam diminuído na era Trump. Isto contudo não irá diminuir a contestação à supremacia estadunidense no mundo. Com relação a este ponto cabe trazer a notícia de que nas duas últimas semanas uma apresentação feita pelo chefe do Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos e um relatório redigido pelo principal especialista em América Latina do Colégio de Guerra do Exército advertem sobre o “perigo” da crescente influência da China na região e advogam que Washington deve agir para reafirmar sua hegemonia na região como parte do preparo para um confronto global contra o país asiático.

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