“Sujo” e ” mal lavado”: Temer diz que pode apoiar Alckmin

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A burguesia desconhece todo tipo de pudor quando se trata de tomar e manter o poder. Derrubaram Dilma Rousseff, em um fraudulento processo de impeachment, para colocar na presidência da República o golpista Michel Temer, cuja popularidade beira as raias do abaixo de zero. Um verdadeiro golpe de Estado nos moldes do imperialismo internacional.

Temer assumiu a chefia do executivo e, como bom golpista a serviço da burguesia norte-americana, tratou logo de ir aplicando suas medidas de austeridade. Reforma trabalhista, da educação, privatizações, PEC da morte que congela os investimentos públicos por 20 anos, enfim, articulou toda a destruição dos serviços públicos e da economia brasileira.

Contudo, a política da burguesia imperialista norte-americana para o Brasil, é de terra arrasada. Tirou o PT da jogada, com o impeachment e a prisão de Lula, em nome de manter o poder no governo federal. E para isso vem se organizando para manter o controle das eleições.

Michel Temer, em entrevista ao SBT, afirmou que pode até desistir da candidatura para fortalecer algum candidato de força no “centrão”. O nome, que vem se apresentado como fiel aos princípios do imperialismo e demais setores golpistas de destruição e entrega completa do Brasil, é o do tucano Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo e presidente do PSDB.

Sobre um possível apoio a Alckmin, a afirmação de Temer foi: “Eu não teria dificuldade, não. Se houver uma conjugação política nestes termos que estou dizendo. Se houver algo que seja útil para o País, e daí a história da união de todos os candidatos de centro, por que não apoiar?”

A burguesia imperialista já mostra sinais de união em torno do candidato tucano, pois esse partido é o de confiança dos tubarões do capital financeiro no Brasil. É a continuidade das privatizações do governo Temer e a criação de empresas de Sociedade Anônima para o deleite dos investidores internacionais, os verdadeiros destruidores da economia brasileira.

Derrotar o golpe, o impeachment, a prisão de Lula e a intervenção militar no Rio de Janeiro são fatores imperativos para conter esse avanço político do imperialismo no governo brasileiro. Chamar a greve geral, por tempo indeterminado, é o dever da CUT para a defesa da política dos trabalhadores para o atual momento.