Bacurau é símbolo da esquerda
O filme Bacurau é sucesso no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2020 “adotado” pela esquerda como uma espécie de “símbolo” na luta contra o fascismo
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Frame do filme Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles | Foto Vitor Jucá / Divulgação

O longa metragem “Bacurau” é o vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro se transformou em um fenômeno. Dos cineastas nordestinos, os pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, o filme levou em quatro categorias: efeitos visuais, roteiro, direção e longa-metragem de ficção. Usando alegorias para abordar a realidade do Brasil e trazendo elementos do cangaço. Sendo essas tais alegorias que vêm inspirando incontáveis artigos e críticas em jornais e sites, a obra além de ser crítica, se tornou uma inspiração para a esquerda, como uma espécie de “símbolo contra o avanço do fascismo no país. Com vários debates em redes sociais, Bacurau se transforma em um fenômeno.

O filme mostra o nordeste resistindo à barbárie fascista. Lançado em agosto de 2019 no Brasil, com grande participação de Sônia Braga. Bacurau é um vilarejo do município fictício de Serra Verde, no Oeste de Pernambuco, onde o fio condutor da trama é Teresa (Barbara Cohen), que retorna para o velório a avó Carmelita (Lia de Itamaracá), uma matriarca local. A primeira parte do filme, é dedicada a apresentar personagens singulares que compõem a cidadezinha, é uma comunidade que tem fim em si mesma. No decorrer da história, entende-se que Bacurau está sendo atacada por uma força externa e desconhecida.

A obra mostra tempos de opressão e de armas, principalmente para o povo nordestino que são estereotipados como povo ignorante. Mas na verdade é ao contrário, o nordestino não é bobo, mostra no longa que eles sabem o que é drone, sabem que a sua cidade sumiu do mapa e que por isso sabem que a comunidade precisa se unir para se salvar da morte e da violência. Reescreve então a história da violência e encontra uma redenção, um destino alternativo, ao menos na ficção, para as vítimas desarmadas de sempre,apontando para a luta inglória de pessoas aparentemente mais frágeis contra “uma força maior”. E no contexto em que nosso país vive, não é nada difícil traçar um paralelo entre o governo atual e toda uma fatia da população que se opõe a ele.

Um manifesto de coletividade, onde a violência é usada para defesa coletiva da sobrevivência, sendo possível se impor e recorrer a ela para defender seus limites. Que mesmo com o aviso no início do filme “Bacurau: se for, vá na paz”, ainda nos surpreendemos quando os moradores retribuem, defendendo-se da violência gratuita feita pelos fascistas que se encontram no momento na região. Sendo um chamado para o povo, para a luta de classes, sem mais espera e tolerância, os inimigos do povo precisam ter o que merecem.

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