O País das epidemias
O coronavírus apenas revelou uma situação que há muito já existe no País, marcado pela existência de diversas outras epidemias, como Dengue, Zika, Febre Amarela, Chikungunya
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6 AVENIDA DO GONGOES (8)
"Foto - Reprodução - As epidemias atingem principalmente a população pobre e explorada do País |

Embora figure entre as dez maiores economias do planeta, o Brasil ostenta indicadores sociais que estão próximos e em alguns casos, abaixo até mesmo dos índices de desenvolvimento humano que marcam as sociedades menos desenvolvidas e atrasadas, a exemplo dos povos que habitam o continente africano e também algumas regiões da Ásia, particularmente o sudoeste asiático (Filipinas, Indonésia, Tailândia, Malásia).

Uma das expressões mais acabadas da situação que nos iguala às nações mais pauperizadas ao redor do mundo, diz respeito às péssimas e degradantes condições de vida de uma imensa parcela da população. No Brasil, milhões de brasileiros ainda vivem em condições sub-humanas, não dispondo dos serviços básicos e das condições mínimas de higiene, onde proliferam, na periferia das grandes cidades e também no interior do País, habitações inadequadas de moradia e, o principal, a ausência de saneamento básico, onde não há água tratada, rede de esgoto e coleta e tratamento do lixo.

Esta caótica e degradante situação propicia o surgimento de uma infinidade de epidemias e doenças, muitas delas ligadas diretamente à falta de condições elementares de higiene e, obviamente, também às más condições gerais de vida das populações que, por força da mais completa ausência de políticas públicas que deveriam ser providas pelo Estado, se vêem obrigadas a viver, ou sobreviver sob a ameaça de doenças, epidemias e em mutos casos, da morte, já que o país ocupa lugar no pódium por registros de morte em crianças menores de cinco anos, tendo a diarréia como causa principal de óbitos nesta faixa etária.

A diarréia é a principal enfermidade que acomete crianças em quase todas as regiões do País, justamente pela ingestão de água não tratada, imprópria para o consumo humano. No entanto, milhões de brasileiros também estão expostos a dezenas de outras epidemias e doenças, algumas delas erradicadas no passado, mas que recrudesceram em função da mais completa ausência de intervenção do Estado e pelo abandono a que foi relegada a saúde pública no País, particularmente sob o reinado dos governos neoliberais (FHC, Bolsonaro), que sucatearam e vêem sucateando impiedosamente as instituições públicas nacionais de saúde, os hospitais, as universidades e outros centros de pesquisa.

Desta forma, a chegada do coronavirus ao Brasil apenas expôs e  colocou em relevo uma situação já pré-existente, que é a mais completa vulnerabilidade do País diante não só da devastadora pandemia mundial, mas também de todas as demais epidemias e enfermidades que pairam sob a população pobre e explorada, as camadas que mais são afetadas pelo ataque e o desmonte a que está submetida a saúde pública nacional. Este quadro alarmante conduz às projeções mais catastróficas, onde diversos especialistas preveem o colapso totalmente do sistema público de saúde, já completamente exaurido não só pelo exponencial crescimento da Covid-19 em todo o território nacional, mas pela chegada sazonal de outras epidemias, como dengue, sarampo, febre amarela, zika, influenza e outras.

As palavras do próprio Secretário Nacional de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde antecipa o que aguarda o País nos próximos meses. Segundo Wanderson de Oliveira, “enquanto o coronavírus ainda cresce no País, com a epidemia em fase inicial e sinais de ‘aceleração descontrolada’ em algumas regiões, outras doenças continuam a exigir atenção do sistema de saúde” (UOL, 09/04). “Aproveitem que estão em casa e limpem o quintal, eliminem focos de dengue e vacinem-se conforme o calendário” (idem, 09/04).

Portanto, todos os sinais de alerta já estão acesos. No entanto, pelo que se pode ver em matéria de ação política para pelo menos mitigar a tragédia que se avizinha, não há muitas expectativas otimistas a serem alimentadas, pois o governo burguês-golpista segue atacando e destruindo a saúde pública, desmontando as instituições públicas, rebaixando os salários dos profissionais e privilegiando o setor privado, a quem concede todas as benesses e, obviamente, rios de dinheiro, enquanto deixa a população imersa no desespero, abandonada, a espera da morte na fila e na porta dos hospitais e unidades de saúde.

Este é o resultado apresentado ao País pelo governo fraudulento – que muitos insistem em dizer que é legítimo – do presidente de extrema direita, fascista. Para a imensa maioria da população pobre e explorada da nação, os golpistas neoliberais oferecem as doenças, a dor, o sofrimento e a morte. Para os capitalistas, os banqueiros, o grande empresariado nacional, todos igualmente fascistas, de direita; a esses todas as facilidades, todas as benesses, todos os recursos do Estado; bilhões, trilhões. Para o povo pobre, repressão, esmolas e migalhas.

 

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