Fora de controle
Somente em SP, em 2019 foram registrados 50 casos de mortes por doença respiratória e em 2020 este número saltou para 1282.
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Valas novas no Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo. Foto : André Penner |

Dados oficiais pandemia de corona vírus apontam que 163.134 vidas já foram ceifadas no planeta.  Em decorrência da alta transmissibilidade, o vírus atingiu a todos os continentes e países. Estima-se que 2.367.758 pessoas foram confirmadas por testes como contaminadas no mundo e grau de letalidade varia entre os países de 2% a 10% . Esta variação decorre diretamente da forma em que os governos enfrentam a pandemia , onde fatores como a média de idade da população, o índice de testagem por milhão de habitantes e a capacidade de suporte médico deve ser considerada para a análise comparativa do índice de letalidade da doença.

As informações divulgadas pelo ministério da saúde  colocam o Brasil com 8ª maior taxa de letalidade do mudo com 6,4% de morte entre os casos confirmados.  Hoje, 19 de abril os dados oficiais registram 36.925 pessoas contaminadas e 2372 mortes por COVID _19. Entretanto estes dados parecem estar longe da realidade.

O portal de transparência do Governo Federal , através dos registros dos cartórios civis traz dados que indicam que o número de mortes seja muito superior ao divulgado. O que leva à suspeita é o fato de que comparativamente à 2019, o número de óbitos registrados por doenças respiratórias em 2020 já se aproxima à quantidade registrada no ano anterior. Somente em SP, em 2019 foram registrados 50 casos e em 2020 este número saltou para 1282, o que significa um aumento de 2464%.

Levando-se em consideração que o Brasil é um dos países que menos testa para o Corona vírus no mundo, com 263 testes por milhão de habitantes, estando à frente apenas da África, podemos afirmar com certeza que tantos os números de contaminados como o número de mortos estão muito aquém da verdade.

As medidas tomadas para o enfrentamento da crise, tem por único objetivo esconder a verdade e tentar controlar o colapso social que se anuncia. A crise sanitária é uma certeza, sem testes, sem leitos, sem UTIs em número suficiente e sem políticas de manutenção de renda , em breve a verdade virá a tona pela mera observação da realidade. As medidas autoritárias de repressão da população visam além do controle da revolta popular , o reforço do discurso de que a culpa pela contaminação é do próprio povo que não obedece as normas determinadas, como se fosse possível o confinamento da totalidade da população. Coloca-se como ordem do dia, a necessidade da organização popular onde a derrubada dos golpistas se tornará a única saída para a classe trabalhadora para enfrentar a epidemia e fome que voltará a bater na porta da população brasileira

 

 

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