Massacre do Caarapó
O STF decidiu manter Leonardo de Souza, indígena guarani-kaiowá, que realizava protesto contra o assassinato de seu filho e contra a ação policial
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Enterro do agente de saúde indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, 23 anos, Reserva Te'ykue, Caarapó, MS
Velório do indígena assassinado | Foto: reprodução

No início deste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão totalmente absurda e que revela que o judiciário, em particular o STF, está em total conluio com os latifundiários assassinos.

Por maioria de votos, a Primeira Turma do (STF), julgou inviável o Habeas Corpus e manteve a prisão de Leonardo de Souza, indígena guarani-kaiowá, por ter reagido diante a violência dos latifundiários e da polícia militar no ataque realizado por latifundiários contra os indígenas que ficou conhecido como “Massacre de Caarapó”.

O Massacre do Caarapó ocorreu contra os indígenas da aldeia no município de Caarapó, no estado do Mato Grosso do Sul, quando mais de 70 latifundiários e pistoleiros invadiram a aldeia atirando e espancando os indígenas e resultou no assassinato brutal do agente de saúde indígena Clodiodi Aquile de Souza. O indígena Clodiodi era filho de Leonardo Souza que foi preso pela PM.

Preso por protestar contra o assassinato e a ação do latifúndio

Depois da ação dos latifundiários, os indígenas guarani-kaiowá se organizaram para se defenderem dos pistoleiros, pois haviam sido acabados de serem atacados, e realizavam um grande protesto contra a violência e contra o assassinato do agente de saúde indígena. No momento, a PM chegou ao local do protesto e foi expulsa da aldeia pelos indígenas. As forças policiais do estado, civil e militar, e a polícia federal são conhecidas por atuarem contra os indígenas no estado.

Como em toda ação fraudulenta da PM foi apresentado que os indígenas agrediram os policiais. Se passaram como vítimas dos indígenas quando todos sabem que esse é o modus operandi da PM, por exemplo dos assassinatos realizados pela polícia onde o suporto bandido reagiu ou começou a atirar, numa mera justificativa para matar a população.

Em trecho que selecionamos da matéria do próprio sítio do STF diz que “De acordo com os autos, quando os policiais militares chegaram ao local, Leonardo organizou um grupo e reagiu com violência, submetendo os policiais militares chutes, socos e pauladas e grave ameaça de morte com paus, facões e flechas e “tendo, inclusive, chegado a jogar sobre elas gasolina” para atear fogo, “intento que não foi alcançado por razões alheias a sua vontade””.

O estado do Mato Grosso do Sul é conhecido nacionalmente por ser a região do país que mais prende indígenas. São inúmeras denúncias de policiais que atuam contra os indígenas, delegados da Polícia Federal que atuam em conluio com os latifundiários, e que atacam os indígenas sob qualquer justificativa inventada.

Neste caso, a justiça está se colocando outras justificativas e acusado de diversos crimes, entre eles sequestro e tortura de policiais militares e tráfico de drogas, a mais de 18 anos de reclusão, em regime inicial fechado.

Enquanto isso, latifundiários assassinos e pistoleiros continuam soltos

Uma demonstração clara da atuação do STF em defesa dos latifundiários é que a lei está sendo claramente utilizada para reprimir os indígenas. O indígena, pai do enfermeiro assassinado, que realizava o protesto contra a morte do filho e da atuação da polícia militar em defesa dos latifundiários está preso de maneira fraudulenta, sem direito de responder em liberdade. Está com idade avançada, diversos problemas de saúde e ainda tem a questão do coronavírus dentro dos presídios sem nenhum controle e o STF nega qualquer saída.

Já os latifundiários que realizaram o massacre do Caarapó respondem em liberdade, evidenciando o STF que tanto a esquerda procura ou defende, protegendo de maneira arbitrária os latifundiários e usando a lei para reprimir os indígenas.

É preciso denunciar essa decisão do STF e denuncia que a prisão do indígena Leonardo de Souza é uma prisão política. É papel da esquerda, partidos políticos e movimentos sociais realizar uma grande campanha política pela liberdade de Leonardo de Souza.

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