Steinbruch, vice da FIESP e “pior que a ditadura” quer ser vice do Ciro

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O banqueiro, empresário e golpista, Benjamin Steinbruch é conhecido por ser diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Essa, que foi fundada no governo Vargas era uma das maiores estatais enquanto polo industrial. A CSN foi privatizada no governo do Fernando Henrique Cardoso e comprada por Steinbruch. Posterior a aquisição, o golpista tornou um verdadeiro inferno a vida dos trabalhadores. O bispo -conhecido por seu conservadorismo- da cidade de Volta Redonda (RJ) definiu, inclusive, que as condições de trabalho eram piores que a da ditadura.

Enquanto dono da atual privatizada Light, Steinbruch participou do leilão de compra da Eltropaulo metropolitana, que foi privatizada em 1999 e comprada em 15/04/1998, juntamente a demais sócios da Companhia Americana AES.
Steinbruch também é o verdadeiro presidente da Federação das Industrias de São Paulo (FIESP). O real presidente tanto por ser aquele quem dita o funcionamento de tudo, mas também pela saída de Paulo Skaf (suposto presidente, mas que, na verdade, segue os mandos de Benjamin) que irá se candidatar.

Com fortuna estimada em 980 milhões, o direitista foi um dos principais financiadores do golpe e é árduo defensor da reforma trabalhista. Steinbruch defende que os trabalhadores tenham redução de seu tempo de almoço, que passaria de 1 hora para 15 minutos. Em uma entrevista concedida a UOL, em 2016, afirma que “aqui temos uma hora de almoço. Normalmente não precisa de uma hora. Se você vai em uma empresa nos EUA, vê o funcionário comendo um sanduíche com a mão esquerda e operando a máquina com a direita.” ficando claro seu objetivo de massacrar os trabalhadores, também apoiando o fim da licença maternidade e das férias remuneradas.

Em se tratando de absurdos, não acaba por aí. Steinbruch também é dono da subsidiária da CSN, chamada Transnordestina, que era presidida pelo abutre Ciro Gomes. Este era funcionário de confiança de Benjamin até dois anos atrás.

Todavia essa parceria não findou. Benjamin é filiado ao Partido Progressista (PP), que está prestes a fazer aliança com o Partido Democrático Trabalhista (PDT) de Ciro Gomes, atual candidato a presidência que quer, como vice, seu grande aliado direitista: Steinbruch. Tal ato é mais uma importante confirmação sobre o que já é sabido: Ciro é o candidato da burguesia. Seu verniz de esquerda não passa de uma grande mentira para arrecadar votos daqueles mais confusos e ingênuos. Sua campanha é financiada por golpistas burgueses da pior espécie.

Também é importante salientar o posicionamento de demais abutres, que dizem representar a esquerda nas eleições, como é o caso de Manuela d´Ávila. Ela já assumiu publicamente ter propostas bem parecidas com a de Ciro. Também demonstra que seu partido PCdoB está disposto a firmar aliança com a chapa do golpista Steinbruch.
Nesse sentido torna-se muito claro o caráter fraudulento das eleições deste ano. A direita, a todo custo, tenta barrar a candidatura de Lula, bem como mantê-lo na cadeia. Sabem que o ex-presidente é o único candidato da esquerda capaz de barrar o golpe. Lutar pela liberdade de Lula e por sua candidatura é, assim, essencial e só será possível através da mobilização popular.

Não se pode, então, desistir da luta política pela liberdade de Lula. Os candidatos presentes são adeptos ao golpe. Os golpistas que monopolizam esta fraude atendem os interesses exclusivos da burguesia, massacrando a população. O povo não quer nenhum “plano B” na presidência. Os trabalhadores querem Lula nas eleições, bem como o fim do golpe. A palavra de ordem é clara: eleição sem Lula é fraude.