Privatização do ensino
O projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal de SP e defendido pela UMES, pretende, além de assassinar a comunidade escolar, privatizar completamente a educação
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Estudantes da UMES cobaias do projeto de volta às aulas da Câmara Municipal | Foto: Reprodução

A direita se aproveita da pandemia e da paralisia da esquerda para avançar seus ataques contra os trabalhadores e os estudantes. Em São Paulo, o planejamento aprovado pela prefeitura para o retorno presencial é na verdade mais uma manobra para privatizar a educação, dessa vez assassinando milhares de pessoas no processo. Sem uma grande e organizada mobilização, não será possível derrubar o programa fascista, o qual ameaça toda a política estudantil.

No projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal na quarta-feira (4), além de diversas regras para já garantir a volta às aulas, foi permitido para a prefeitura financiar vagas para as empresas privadas. O intuito é claro, gastar dinheiro público para socorrer as empresas capitalistas da educação e promover a iniciativa privada.

As redes públicas não tem condição de seguir a risca todas as medidas de higiene de combate ao coronavírus, muito menos do que as particulares. Vale afirmar ainda, que a forma pela qual se garantirá esses materiais e a devida organização da escola não foi nem apresentada na proposta, e no meio da crise financeira não existe nenhum plano para financiar a segurança necessária.

Em defesa da privatização, Eduardo Tuma (PSDB), afirmou que não haveria nenhuma ilegalidade em resposta a acusação de inconstitucionalidade, “já que em nenhum momento vai ser usado recurso do orçamento vinculado da educação para a contratação de vagas”. Ou seja, as verbas não serão retiradas dos escassos recursos educacionais, mas serão de outros setores do dinheiro do povo.

A União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (UMES SP), ao invés de travar uma luta contra esse ataque, defendeu as medidas propostas pelo governo. Em suas redes, sem ter a mínima vergonha na cara, a UMES glorificou sua disposição para ser cobaia das propostas do projeto, e afinal defendeu que “O papel do estudante nessa construção será fundamental para uma escola sem covid, juntos venceremos!”, afirmou sem rodeios Evely Heloise, Diretora de Mulheres da UMES SP.

Dessa maneira, fica escancarada as verdadeiras intenções de uma grande parcela das direções do movimento estudantil. Essas, se colocam ao lado do PSDB e contra suas próprias bases, em uma política capituladora e eleitoreira. Em contraposição, as mobilizações no DF mostram a política revolucionária para a juventude e principalmente para os estudantes. 

Cada vez mais escolas participam e se mobilizam dentro do comitê de luta estudantil do DF. Todas, seguindo o exemplo do IFG e do Setor Leste, ambas instituições que entraram em greve contra o EaD, contra a volta às aulas e pelo Fora Bolsonaro. Ibaneis, governador da capital, o qual vem tentando voltar às aulas desde abril, está sendo forçado a recuar com suas medidas genocidas.

Por isso, a Aliança da Juventude Revolucionária luta para formar tais comitês em todo País. Como também já foram formados em Santa Catarina e no Rio de Janeiro. A principal estratégia é organizar assembleias nas quais os estudantes possam se ouvir e decidir, agora, já aprovando a formação de piquetes para barrar a entrada de alunos nas escolas que abrirem e se necessária, a ocupação. Finalmente lutando pela vontade democrática da maioria e pelo seu poder máximo de decisão, o qual sempre desemboca em ações combativas contra as medidas ditatoriais impostas sobre toda a comunidade escolar.

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