Doria genocida
Para defender os lucros dos capitalistas João Dória não se importa com vidas e sua política que supera a de Bolsonaro, matará outros milhares
O governador do Estado de São Paulo, João Doria, participa do programa Três em Um na rádio Jovem Pan. Local: São Paulo/SP Data: 03/04/2019 Foto: Governo do Estado de São Paulo
João Doria supera até mesmo Bolsonaro, na prática ao impor a contaminação em massa nas escolas | DCO
O governador do Estado de São Paulo, João Doria, participa do programa Três em Um na rádio Jovem Pan. Local: São Paulo/SP Data: 03/04/2019 Foto: Governo do Estado de São Paulo
João Doria supera até mesmo Bolsonaro, na prática ao impor a contaminação em massa nas escolas | DCO

O governador fascista de São Paulo, João Doria (PSDB), que enganou grande parte da esquerda, que quis ser enganada com seu pseudo discurso de defensor da ciência, está tentando impor a força a volta às aulas presenciais na rede pública sem que a comunidade escolar em geral tenha assegurado a vacinação em massa da população e dos professores.

Para toda a categoria, a volta às salas de aula, que não possuem um mínimo de infraestrutura adequada para o retorno seguro das atividades é um crime, não existem condições, os protocolos na imensa maioria das escolas são uma farsa, a maioria das salas de aula não tem condições adequadas de ventilação e faltam banheiros e até papel higiênico para que os alunos e professores possam garantir a higienização adequada, além de imporem logo na volta a lotação de até 70% de todos os alunos.

O farsante governador científico, é científico apenas na defesa dos interesses dos capitalistas e para eles este interesse no momento é recuperar os seus próprios lucros às custas de milhares de vidas. Ainda mais que no momento os números da pandemia apontam uma situação muito mais grave do que em março do ano passado, quando as escolas foram fechadas.

A pressão da grande mídia atua no sentido do lucro, aumentando a pressão contra os professores, para isso contratam a peso de ouro médicos venais que passam até mesmo por cima da própria ciência que estudaram, mentindo sobre a realidade para ganhar suas boníssimas gratificações das emissoras de TVs.

Com toda essa pressão da burguesia a greve na rede estadual se iniciou de forma parcial, como muitas outras assim começaram e depois explodiram nas mobilizações. No mesmo dia do retorno das aulas presenciais, na última segunda-feira (8), a própria secretária estadual de Educação de São Paulo confirmou que sete escolas da rede pública estadual apresentaram casos positivos ou suspeitos de COVID-19 e tiveram de ser fechadas. Várias outras segundos inúmeras denúncias nas redes sociais também tiveram contaminações de funcionários, no entanto, diretores e dirigentes venais como supervisores determinaram a abertura das escolas mesmo com casos de contaminação entre os funcionários.

Duas unidades ficam na capital paulista, uma na zona norte e outra na zona leste. Na região sudeste a Escola Júlio Ribeiro teve a contaminação do Diretor mas ordens superiores mantiveram a escola em funcionamento, numa verdadeira aberração, sendo que o diretor na semana anterior encaminhou reuniões junto aos professores podendo ter contaminado outras pessoas. As demais ficam no interior do estado. Na zona leste da capital paulista Escola Estadual Ermelino Matarazzo, duas pessoas com infecções confirmadas e outras sete pessoas com sintomas. O nazista Rossieli Soares secretário da Educação não detalhou o número de casos confirmados de Covid-19 nas 7 unidades.

Ao mesmo tempo, o parceiro de Doria e ex aliado do fascista paulista anuncia o fechamento de metade das UTIs pelo país com a decisão do Ministério da saúde em cortar milhões do financiamento que garante o atendimento já precário em inúmeros estados do país. Desde de o início da pandemia o Ministério fascista de Eduardo Pazzuelo já cortou 76% do orçamento e os cortes continuam.

O científico assassino João Doria impôs uma verdadeira farsa com o anuncio de que a maioria dos municípios está na fase amarela, manipulando totalmente as informações, com o objetivo de levar a confusão grande parcela da população, o que serve diretamente no papel de aumentar a pressão de parte da população sobre os professores. Na fase amarela da manipulação fascista, o limite é de 70% dos estudantes; e na etapa verde que será logo ali, se os professores não se mobilizarem e será a presença de 100% dos alunos matriculados.

É necessário a realização de comandos de greve presenciais, com as devidas proteções nas escolas, é necessário que sindicalistas e que a esquerda bem pensante no meio da categoria dos professores saia da hibernação e impulsione a luta, sob a acusação crime de se tornar cúmplice no maior sofrimento que ainda pode estar por vir.

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