SP: replanejamento discute perfumarias da Educação

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Nos dias 30 e 31 de julho ocorreu nas escolas públicas do Estado de São Paulo o replanejamento escolar, com a participação dos professores e das esquipes gestoras de cada unidade, como ocorre sempre antes do inicio do segundo semestre.

A discussão sempre nesses momentos são apenas “perfumarias” ou no sentido de culpabilizar os docentes pelo mal rendimento dos alunos, de acordo com dados fabricados pela Secretaria de Educação e Diretorias de Ensino.

Os professores acuados jogam a culpa no alunos e alegam que os mesmos tem desinteresse sobre as aulas e os conteúdos ministrados, o que – de certa forma – é natural diante das péssimas condições de ensino-aprendizagem impostas pela política de destruição da escola pública dos governos inimigos da Educação.

O Replanejamento deveria ser um momento de discussão política sobre os rumos da Educação e do ensino médio que está para ser submetido a uma nova onda de ataques no próximo ano, quando o governo quer impor a BNCC – Base Nacional Curricular Comum.

Os momentos coletivos nas escolas devem ser de discussão do que realmente importa que são os rumos da escola pública, principalmente, sobre a situação dos empregos e salários dos professores, ainda mais ameaçados diante da política do governo golpista.

Os gestores à serviço da política do governo tentam desviar o foco, afirmam  que esse assunto é coisa para outros fóruns, evitando que essas reuniões discutam a realidade da educação pública.