SP: planejamento é organizado para responsabilizar professores e não discutir situação da Educação

DORIA E BOZO

Desde o dia 6 até o dia 8 de março, ocorre nas mais de 3 mil escolas da rede estadual de São Paulo o planejamento escolar, com a participação dos professores e das esquipes gestoras de cada unidade.

Na maioria das unidades escolares, o evento é organizado – a partir das orientações e intervenção da burocracia da Secretaria da Educação – para discutir uma escola que não existe, na qual o governo tem enorme preocupação com a melhoria da situação caótica do ensino público e os professores são os maiores responsáveis por tudo de errado.

Desta forma, quando não há uma pressão contrária dos professores, a discussão acaba sendo conduzida para uma falsa avaliação da Escola, com base em avaliações externas (organizadas pelo Estado) que não avaliam nada e que servem de instrumento de pressão e responsabilização dos professores pelo fracasso escolar.

Procura-se impor que não haja discussão da falta de materiais essenciais nas escolas, como sulfite, papel higiênico, falta de quadras esportivas, merenda, enfim uma infinidade de coisas.

A “discussão”, na qual a maioria dos gestores repetem a cantilena ditada pela Secretaria da Educação, visa culpabilizar os docentes pelo mal rendimento dos alunos, de acordo com dados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp).

Contra esta política, há muitos protestos e oposição dos professores, denunciando as causas reais do fracasso que estão diretamente relacionadas à política do governo tucano de destruição do ensino público, que se v6e reforçada pela campanha reacionária da direita golpista, a favor da escola com fascismo, a escola com partido, do partido de Bolsonaro e seus aliados reacionários, como o governador João Dória.

Os momentos coletivos nas escolas devem ser de discussão do que realmente importa, que são os rumos da escola pública, principalmente, sobre a situação dos empregos e salários dos professores, ainda mais ameaçados diante da política do governo golpista e de como unir a comunidade escolar em favor da luta em defesa do ensino público contra os ataques dos governos da direita.