SP: homem morre em calçada esperando 3 horas por socorro do SAMU

bruno covas doria

Homem morre após mais de três horas de espera por atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) nessa terça-feira (23) no Campos Elíseos (região central da capital). Essa morte é decorrente do sucateamento do serviço de saúde paulistano sob a gestão de Bruno Covas (PSDB) com a suposta “reestruturação” do serviço. Na prática, diversas bases modulares foram fechadas, aglutinando  o serviço de urgência com outros hospitais e unidades de saúde. Com isso há uma redução da malha de cobertura do serviço reduzindo a agilidade do atendimento, o que explica a morte em questão. Além da redução de bases, os servidores também denunciam o desmonte de equipes com a troca de pessoas experientes.

“O entendimento do sindicato é o de que as mudanças promovidas pelo governo já acarretaram em perdas de vidas, por conta das condições insalubres de trabalho, resultante da troca de endereço de bases”, disse o vice-presidente do Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo).

Na mídia burguesa a culpa da morte é atribuída a greve promovida pela categoria contra a política de desmonte do sistema. Como contraponto, é preciso salientar que não só a greve é realizada em favor dos trabalhadores, como também para garantir a qualidade de serviço para os usuários. Apenas a mobilização popular tem o poder de garantir os serviços sociais mínimos para a população, cujos interesses são aliados aos dos trabalhadores.