Doria impulsiona genocídio
A política de sucateamento da saúde do governo Doria amplia a escalada de contágios e mortes pela pandemia em São Paulo
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Genocida "científico" | Foto: Reprodução

O médico residente deve exercer suas atividades sempre sob supervisão, ponto fundamental para seu aprendizado. A residência por definição é um programa de pós-graduação com treinamento em serviço sob supervisão. Ou seja, é um profissional em formação.

Justamente esses médicos, em formação, que estão sendo usados pelo governador “científico”, João Doria, para tratar os doentes infectados pela Covid-19 em um dos principais hospitais da rede pública do estado de São Paulo: o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Esses futuros médios estão sendo usados de maneira oportunista pelo governador “cientista“. Os residentes como são chamados esta categoria de médicos aprendizes, atuam fora de sua área de especialização, em carga horária extra, sem remuneração além da bolsa recebida.

“Para se ter uma ideia, residentes que deveriam atuar apenas em laboratório estão sendo colocados para atenderem pacientes na enfermaria, sem supervisão direta ou treinamento”, relata Victor Dourado, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp).

O médico e dirigente do sindicato Victor Dourado denuncia: “desde o início da pandemia os médicos residentes de diversas especialidades do Hospital do Servidor foram escalados para atuarem nas unidades de terapia intensiva e enfermarias de Covid-19.

Em maio, foram contratados médicos terceirizados para suprir essa demanda. Mas em novembro os contratos foram encerrados. “Com isso, os residentes voltaram à atuação nos casos graves de coronavírus, prejudicando assim o ensino, já que a residência é uma pós-graduação, que deveria ser para aprendizado na vivência da área alvo de estudo”.

“Não temos escolha. A escala vem sendo imposta sem diálogo, por conta do déficit de médicos do Hospital do Servidor. Profissionais de áreas totalmente desconexas, atendendo UTI, enfermaria, sem formação adequada. Ao mesmo tempo que a nossa formação fica de lado.

O hospital encerrou os contratos emergenciais bem em meio às notícias de que a pandemia está se agravando. É um absurdo” delata um médico residente. Cinicamente a direção do hospital do servido público (HSPE), reconhece a arbitrariedade, mas faz demagogia e critica os médicos residentes pela falta de engajamento e solidariedade:

“O HSPE lamenta que, em meio à maior crise sanitária da história recente da medicina, profissionais que se preparam para salvar vidas possam ser contrários à dedicação a pacientes de qualquer que seja a doença. Em todo o mundo, vítimas da Covid-19 têm prioridade máxima, bem como os casos graves de doenças como câncer, gestação de risco, entre outras como urgências e emergências. Assim, os médicos residentes do HSPE estão contribuindo na prática para atender as necessidades socioepidemiológicas da população sob a devida supervisão e orientação de profissionais qualificados”.

A situação pandêmica revelou o quanto é grande o sucateamento dos serviços públicos em nosso país, depois de décadas de sucateamento e de muita manipulação o que era ruim ficou pior com pandemia os problemas da infraestrutura da saúde acontecem em todo o Brasil o que muda é intensidade do problema, em relação as cidades.

De modo geral os governos estaduais ditos “científicos”, da mesma maneira que o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro, nada fizeram para amparar a população do País nesse momento de crise sanitária, especialmente a população mais pobre que, naturalmente, é a que mais sofre com essa realidade.

Hospitais não foram construídos, não houve efetivamente aumentos de leitos, nem contratação suficiente de profissionais de saúde. A mesma infraestrutura de saúde decadente que mesmo antes da pandemia não atendia a população é a que está sendo usada.

O Golpe de Estado de 2016 foi dado para criar condições para intensificar a política neoliberal em nossa País. Uma das primeiras medidas do governo golpista de Michel Temer (MDB) foi a “PEC da morte”, que cancela durante vinte anos os investimentos nas despesas públicas destinadas à população. Com o governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro, também produto do golpe de 2016, a situação vem se aprofundando.

As últimas eleições provaram que a luta no campo eleitoral não vão mudar nada, dado o controle exercido pela burguesia do aparelho burocrático que controla o Estado. Só através da mobilização popular por fora Bolsonaro e Lula presidente, que deve ser estimulada e organizadas pelos organismos de luta da população -especialmente sindicatos e partidos de esquerda-, será possível transformar essa realidade.

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