Não à volta às aulas!
Reabertura das escolas promovida pelos capitalistas é um genocídio contra toda a população
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Escola em São Paulo | Foto: Agência Brasília
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Escola em São Paulo | Foto: Agência Brasília

Uma pesquisa feita na Espanha pela Universidade de Granada (UGR) aponta que uma família composta por dois adultos e 1,5 filhos serão expostos cada um, no primeiro dia de aula, a 74 pessoas. Isso ocorrerá exclusivamente se não houver contato com alguém fora da sala de aula e da casa da família. No segundo dia, “a interação aumentaria assustadoramente para 808 pessoas, considerando relações sem distanciamento nem máscara da própria classe e as das classes de irmãos e irmãs”. Em três dias o contágio atingiria 15.000 pessoas.

Com o número de alunos para 25, como anunciado por diversos governos da Espanha, e apontado no Brasil na fase laranja, o número de pessoas envolvidas aumentaria para 91 no primeiro dia e 1.228 no segundo.

Nessa situação a contaminação de uma pessoa colocaria em risco todo esse grupo, tendo sido recomendado que crianças e adultos não estejam em escolas nesse período.

Esse quadro que se projeta é gravíssimo. O caso de São Paulo, região mais populosa do País, é particularmente grave. A pandemia não foi controlada em momento algum e deixou mais de 50 mil vítimas. Doria e Covas decretaram a volta às aulas nas redes estadual e municipal da capital, e, com ela, o aumento certo dos casos de coronavírus em todo o estado de São Paulo. Propagandeiam um protocolo de retorno seguro esdrúxulo e impraticável, que, em tese deveria garantir a segurança de toda a comunidade escolar, mas parecem mais piada quando observada as condições reais das estruturas escolares, verbas e quantidade de funcionários.

Com somente duas semanas do retorno e com professores em planejamento escolar presencial, mais de 300 professores foram contaminados devido a aglomeração em local fechado e condições insalubres como o das escolas do estado.

Os sindicatos das profissionais de educação decretaram uma greve devido à pressão dos professores de base, no estado desde o dia 8 e na capital desde o dia 10. Os professores em greve exigem retorno para as escolas somente com vacina para toda a comunidade escolar, pais, alunos e educadores e retorno as escolas somente com o fim da pandemia.

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