Genocídio Escolar
Governador “Científico” Paulista expõe professores, funcionários e alunos ao risco da contaminação da covid-19 para convencer a população que tudo está voltando ao normal.
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As salas de aulas devem permanecer vazias enquanto não tiver sido realizado a vacinação da população | Site Flick/ Samory Pereira Santos

Nesta última terça o povo paulista teve mais uma prova de como os seus pretensos governantes científicos visto que a partir deste dia  as escolas públicas e privadas tanto do estado paulista como da sua capital estavam autorizadas a retomar as aulas presencias do ensino médio ainda que estejamos no meio da pandemia e sem ter uma vacina aprovada para prover uma efetiva proteção aos professores,  funcionários, alunos e  familiares de todos estes. Lembrando que o estado de São Paulo desde março teve 1.117.147 contaminados e 39.549 óbitos e os números da capital seriam 366.480 contaminados e 13650 óbitos.

Contudo isto pouca importa para Doria e para seu escudeiro Bruno Covas. Eles querem mostrar que o pior já passou e é preciso adotar este novo neologismo da burguesia, “Novo Normal”, um outro nome para genocídio. Pois as concentrações de pessoas provocadas pelo retorno das aulas presencias sem uma vacinação efetiva da população quase certamente causará uma aumento na taxa de contaminação no estado.

Felizmente Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) informa que mais de 280 municípios rejeitaram a proposta de Doria não irão retomar as aulas e esclarece que “as atividades presenciais neste momento são voluntárias: para pais e estudantes; não são obrigatórias para o desenvolvimento de atividades curriculares, que seguem em regime de tutela …. e só podem acontecer se a comunidade escolar for consultada e concordar com esse retorno”.  Além disso, alerta que todas as normas sanitárias devem ser plenamente cumpridas.

Ao mesmo tempo um dos executores da política genocida tucana, o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, fez um balanço sobre o retorno das aulas desta terça dizendo que na capital, dizendo que cerca de 9 mil alunos teriam realizados atividades presencias o que significaria 20% do total de 58 mil alunos das 1086 escolas estaduais da capital. Ele também admitiu que somente cerca de 219 dos 645 municípios paulistas teriam autorizados a retomadas das aulas presenciais. Só que ele disse igualmente que “Até o início da próxima semana, nós devemos chegar a 1300 escolas com atividades” esperando conseguir uma adesão de 300 mil a 400 mil alunos sem aparentemente refletir sobre os riscos de aumento de casos de covid. O governo do estado de São Paulo é responsável por 4,5 milhões de alunos. mas não parece estar realmente preocupados com eles.

Não se pode esquecer que mais professores, funcionários e alunos da rede municipal paulistana serão colocados em perigo visto que o secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, espera ampliar a retomada de outras classes de ensino a partir de 2 de dezembro. Ele declarou: “Essa vai ser a tendência: começando pelos que têm mais velhos, mais compreensão dos protocolos de saúde”.

Frente a todo este cenário não é possível ficar em nota de repúdio, o sindicato, os professores, os funcionários e os alunos devem impedir a retomada das aulas presenciais através de efetivas greves até o término da pandemia, possivelmente através da vacinação gratuita da população de modo a proteger a vida de todos os envolvidos. Entretanto cabe ressalta que ser vacinado ou não é um direito democrático de cada um e não pode ser imposto só convencido a fazê-lo.

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