Demagogia imperialista
O governo de extrema direita húngaro foi condenado pelo Tribunal da União Européia, após o fechamento de uma universidade a qual George Soros é sócio
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Soros, o suposto "democrata" que age pelos interesses do imperialismo | Foto: Reprodução

O imperialismo age de diversas formas para atingir e concretizar os interesses da burguesia mundial, e isso se dá principalmente pela influência de grandes empresários em vários países do mundo, como é o caso de George Soros, um grande especulador do mercado financeiro, um verdadeiro representante daquilo que é o imperialismo em sua forma mais pura. Soros é o responsável pelo financiamento de diversos golpes de Estado em todo o mundo, e como um bom imperialista, age de forma ardilosa para transparecer um caráter mais “humano” na selvageria capitalista, ao se opor a governos tão direitistas e fascistas quanto os que ele financia e ajuda a concretizar, o mais recente caso foi a sua oposição ao governo fascista do seu país de origem, a Hungria.

A demagogia de Soros aconteceu após o governo fascista de Viktor Orbán tomar atitudes mais protecionistas ao fechar uma universidade de Soros, a Universidade da Europa Central, em território húngaro, após a implantação de uma lei que determina que universidades estrangeiras presentes no país necessitam ter um campus em seu país de origem e assinar um acordo com as autoridades locais. Com isso, a Hungria foi condenada pelo Tribunal de Justiça da União Européia (TJUE), onde foi alegado que o país estaria “incompatível com a legislação da União Européia”. Soros então saudou a decisão como uma “vitória para os valores da União Européia”, mas que não tinha mais interesse em voltar a Hungria por falta de liberdade acadêmica.

É importante ressaltar que o posicionamento de Soros e da União Européia nada tem a ver com liberdade acadêmica ou que os mesmos repudiam qualquer governo de extrema direita, a atitude de condenar a Hungria só aconteceu porque Orbán colocou em prática políticas que possam conflitar com os interesses imperialistas de Soros e também de outros países da União Européia, como a “liberdade” de intervir livremente dentro do país. A liberdade de pensamento e acadêmica para o imperialismo está em defender aquilo que é do seu interesse. Os governos de extrema direita são extremamente alinhados com os interesses imperialistas, e isso ocorre para que os mesmos sejam garantidos no poder, em qualquer sinal de oposição ou de conflito com o imperialismo os mesmos são punidos ou substituídos.

O caso de Soros e a Hungria demonstram vários aspectos dos governos de extrema direita e o imperialismo no mundo: Primeiramente, mostram que os governos de extrema direita não são governos populares, e estes chegam ao poder financiados principalmente por golpes de Estado ou eleitorais, e em qualquer sinal de discordância com aquilo que o imperialismo impõem quaisquer alianças são esquecidas, isso explicaria também porque governos como de Jair Bolsonaro são extremamente submissos as forças imperialistas e ao liberalismo, justamente porque é essa força que fez com que seu governo chegasse ao poder.

Outro aspecto importante a ser observado no caso é que os grandes capitalistas não agem apenas na influência do consumo ou do mercado financeiro, aliás, tudo isso só é possível porque os mesmos contam com a mão do Estado burguês e suas instituições como o judiciário, entre outros, para que isso aconteça. Ao tratarmos do imperialismo estamos tratando de uma grande máquina de dominação mundial que envolve o Estado burguês, o poder judiciário, o mercado financeiro e os grandes capitalistas, tudo isso em favor dos interesses burgueses, seja em escala local ou até mesmo mundial, como é o caso de Soros ou outros exemplos como Elon Musk, um grande empresário da tecnologia que já admitiu participação no golpe de estado boliviano por interesses econômicos.

Dentro desse contexto, é importante reafirmar que somente uma mobilização e uma organização dos trabalhadores são capazes de terminar com a exploração da classe operária e do imperialismo dentro dos países mais pobres, como é o caso do Brasil. Somente os trabalhadores serão capazes de construir o governo operário e colocar fim a dominação capitalista, imperialista e da extrema direita em todo o mundo.

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