Siga o DCO nas redes sociais

Extinção da PM, já!
Sorocaba realiza ato contra o genocídio e pela dissolução da PM
A população aderiu ao rechaço às atrocidades cometidas pela PM e o ato expressou a necessidade de dissolução dessa corporação assassina
c2abe33c-5a37-4678-bfbd-6cf40bf33982
Extinção da PM, já!
Sorocaba realiza ato contra o genocídio e pela dissolução da PM
A população aderiu ao rechaço às atrocidades cometidas pela PM e o ato expressou a necessidade de dissolução dessa corporação assassina
PCO participou junto ao povo pedindo o fim da PM. Foto: DCO
c2abe33c-5a37-4678-bfbd-6cf40bf33982
PCO participou junto ao povo pedindo o fim da PM. Foto: DCO

Da redação – No último domingo (09), foi realizada manifestação na Zona Norte de Sorocaba-SP contra o assassinato do jovem Lukas Lopes pela PM. A marcha contou com a presença de mães que perderam seus filhos na Chacina de Paraisópolis e expressou o repúdio da população contra todos os assassinatos nas periferias que os militares têm intensificado no último período.

A passeata saiu no fim da tarde do Habiteto, conjunto habitacional localizado na Zona Norte do município, onde Lukas morava e foi espancado até a morte pela Polícia Militar, e caminhou até o shopping da principal avenida da região, a Avenida Itavuvu..

Assista à entrevista da mãe de Lukas, exclusiva para a Causa Operária TV:

Foi uma marcha de cerca de quatro quilômetros que chegou a fechar a avenida. O ato foi também bastante anunciado tanto que até organizações de direitos humanos de São Paulo foram ao ato. Entretanto, como era de se esperar, a imprensa burguesa não publicou nem mesmo uma nota a respeito. O monopólio da imprensa apenas divulga coxinhatos que defendem justamente que se aumente o número de policiais e que estes matem e prendam mais.

A faixa da frente da manifestação pedia o “Fim da Polícia Militar Já!”. O ato contou ainda com as já bastante conhecidas palavras de ordem de “não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar” entoada diversas vezes durante a marcha.

Não por coincidência, a Ouvidoria da Polícia de São Paulo divulgou relatório na última semana informando que houve um aumento de 98% de 2018 para 2019 no número de pessoas assassinadas por policiais militares. E, em seguida, o capitão Rafael Henrique Cano Telhada comemorou nas redes sociais e disse que a nova meta da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) deve ser “200% em 2020%”.

Enquanto que os coxinhatos que defendiam o corte do Bolsa Família, as privatizações e um estado muito mais policialesco eram transmitidos ao vivo pela imprensa golpista e anunciados em revistas tão golpistas quanto, as marchas pelo fim da PM, por Lula livre, por fora Bolsonaro têm sido censuradas tanto pela direita golpista tanto pela esquerda golpista (que apoiou a derrubada de Dilma e exigiu que se abandonasse Lula e agora quer que a população engula fome e repressão calada até 2022).

Distribuindo panfletos para a marcha junto com a campanha pelo “Fora Bolsonaro” na Zona Norte de Sorocaba, os militantes perceberam que é espontânea a relação que a população faz entre o aumento da miséria e a política de terror e pânico causado pela PM no governo Bolsonaro.

É esse o papel policialesco: causar pânico, censurar o povo, este que a cada dia que passa tem menos a perder e por isso obviamente está revoltado. O papel da polícia é conter a revolta e impedir que todas as vítimas do governo Bolsonaro e da Polícia Militar se unam pelo fim destes. A polícia aparece nas manifestações para dispersar o movimento, fragmentando os manifestantes em um número reduzido para facilitar o ataque contra eles. A esquerda pequeno burguesa cumpre a mesma função: o fim da PM, o fora Bolsonaro (com eleições gerais e Lula candidato) são formas de unir as vítimas do golpe, mas a esquerda golpista fragmenta as lutas em lutos individuais e causa pânico naqueles que querem se manifestar.

A única maneira de ter paz nas periferias é realizando manifestações que englobem o maior número de pessoas. Isso é feito apontando uma solução, um direcionamento. Os atos devem apontar o fim do governo Bolsonaro e da PM imediatamente. A Ditadura Militar foi derrubada com a população realizando passeatas quando as passeatas estavam proibidas e fazendo greve quando as greves também não eram permitidas. Fora Bolsonaro! Fim da PM já!