Índia
Mais de 200 pessoas ficaram feridas nos confrontos
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Protestos têm ocorrido também em outras localidades do país. Foto: Mahesh Kumar A/The Daily Item |
Nova Deli, 27 fev (Prensa Latina) Ao menos 34 mortos somam até hoje os violentos confrontos no nordeste de Deli desatados por grupos de direita contra manifestantes opostos à discriminatória Lei de Cidadania (Emenda).
A legislação favorece a refugiados indianos, cristãos, sijs, budistas e parsi que fugiram da perseguição religiosa do Paquistão, Afeganistão e Bangladesh mas exclui muçulmanos e outras crenças.

Dita norma aviva as divisões religiosas e étnicas, pois a cidadania de uma pessoa não pode ser determinada por sua afiliação religiosa, segundo críticas lançadas por setores progressistas na Índia.

Até a noite da quarta-feira, a contagem de vítimas manteve-se em 27, mas mais sete mortes foram registradas hoje em três hospitais, levando o total de mortes a 34, disse um servidor público do Departamento de Saúde de Deli.

Mais de 200 pessoas resultaram feridas até o momento na violência que se desatou nos últimos dias, apontou a agência Press Trust of India.

Multidões da direita atacaram os lugares de protesto contra a discriminatória e divisiva Lei de Emenda da Cidadania (CAA, por suas siglas em inglês). Os grupos de direita queimam veículos, golpeiam as pessoas e gritam consignas ofensivas contra os muçulmanos.

Protestos pacíficos ocorrem na Índia contra o CAA, o Registro Nacional de Cidadãos e o Registro Nacional de População, que muitos temem reduzirá aos centos de milhões de muçulmanos que vivem na Índia a cidadãos de segunda classe.

A lei também afeta aos mais pobres e às classes trabalhadoras de todas as religiões, refletiu o portal Peoples Dispatch.

Vários líderes do governamental partido Bharatiya Janata (BJP) são acusados de instigar as multidões Hindutva, refletiu o jornal The Wire.

A polícia dispersou com canhões de água a estudantes da Universidade Jawaharlal Nehru e membros da Associação de Antigos Alunos da Universidade Jamia Millia Islamia que exigiam reunir com o ministro principal de Deli, Arvind Kejriwal, para apresentar uma carta de demandas pela violência na capital.

Os estudantes anunciaram uma marcha de protesto até o Parlamento no próximo 3 de março contra a Lei de Emenda da Cidadania e para condenar a violência comunal no nordeste de Deli.

O Clube de Imprensa, o Grêmio de Editores e o Corpo de Mulheres Jornalistas da Índia expressaram sua preocupação pela segurança dos repórteres que cobrem os acontecimentos e pediram que o Ministério do Interior e a polícia garantam sua segurança.

Em vista da situação, as escolas nas zonas afetadas estão fechadas e pospuseram-se os exames das classes 10 e 12 no nordeste de Deli.

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