Mais um grupo de genocidas
Sociedade médica reconhece que haverão contágios mas isso importa menos do que os interesses capitalistas, aos quais os “científicos” se associam para atacar a juventude
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Foto: JORGE HELY/ FRAMEPHOTO/ ESTADÃO CONTEÚDO
Genocídio da juventude fluminense, especialmente pobre, é relativizado por entidade "científica" | Foto: Jorge Hely/ Framephoto/ Estadão Conteúdo

A sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj), em comunicado divulgado neste final de semana, defendeu o retorno às aulas usando argumentos tipicamente idealistas, como por exemplo: “crianças que contribuíram para o combate ao vírus, isoladas, no pior momento da pandemia, têm agora o direito de voltar à sala de aula”, trecho destacado do documento lançado pela Soperj intitulada “Lugar de Criança é na Escola”, seja lá o que isso significa dentro do contexto da pandemia.

Para melhor justificar o injustificável, a Soperj utiliza as estatísticas oficiais (reconhecidamente distantes da realidade, pra dizer o mínimo) para afirmar que a pandemia está “desaquecendo” no Brasil, defendendo que o município do Rio viu seu pico da pandemia no início de maio. Por isso, passado este pico, o Rio de Janeiro estaria liberado do perigo da doença. O documento da Soperj também ressalta que as instituições de saúde não estão mais sobrecarregadas como no início da pandemia, aludindo ao fato de que sim, haverão novos casos de infecção com a reabertura das escolas, porém os hospitais não sobrecarregados darão conta de lidar com a situação.

O apoio da entidade de profissionais da saúde a uma medida que, objetivamente, vai condenar dezenas de milhares ao contágio pela pandemia e outros tantos à morte, como o próprio documento reconhece, é um lembrete de que nada está acima da luta de classes, ao contrário do que apregoa a burguesia, no qual é acompanhada por setores mais conservadores da esquerda.

A defesa da Soperj ao genocídio da juventude fluminense e de seus familiares não presta nenhum serviço à promoção da saúde dos jovens mas, sem nenhuma coincidência, está alinhada aos interesses dos grandes capitalistas, mais preocupados com a economia que gira ao redor da normalização completa do cotidiano e dos estudantes do que com a saúde pública propriamente dita. Vale ressaltar que, por piores que sejam as condições dos jovens mais pobres, muito pior ficará com a retomada das aulas presenciais e o inevitável surto de novos contágios.

A situação se intensifica no Rio de Janeiro. O desembargador Carlos Henrique Chernicharo, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), autoriza a retomada das aulas do estado, beneficiando os “sindicatos” das empresas de educação básica e o das escolas particulares, grupos da burguesia que preferem a morte eventual de uma parte da população pela doença a perda dos lucros. Neste cenário vemos claramente que alguns grupos, como a sociedade de pediatria, se posicionam do lado do genocídio organizado da população pobre e trabalhadora. 

É importante que não haja ilusões. Não há movimentação na justiça contra a volta às aulas nem os ditos organismos científicos. A pressão necessariamente tem que vir do povo organizado, dos estudantes principalmente dado o grau da ameaça, que devem se mobilizar em torno da greve estudantil, pelo Fora Bolsonaro (o principal articulador da política genocida) e todos os golpistas.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas